Bem, mas para compensar tudo isso, envolvi-me numa nova forma artística. Eu e o Edu resolvemos mostrar a todos estes amadores do EJay o que é a vanguarda da música techno, produzindo e interpretando os mais diversos temas, tais como os garantidos êxitos "Oh Pessoal!" e "Bananes et Amendoins", sempre com a louca batida de quem não tem mais nada para fazer. Um CD está em marcha, e garanto-vos, quando o ouvirem, vão vibrar. Infelizmente, não vibrar no sentido de dançar alegremente, mas vibrar mais no sentido mandar o discman contra a própria cabeça, num acesso de loucura.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
A obra continua...
Bem, mas para compensar tudo isso, envolvi-me numa nova forma artística. Eu e o Edu resolvemos mostrar a todos estes amadores do EJay o que é a vanguarda da música techno, produzindo e interpretando os mais diversos temas, tais como os garantidos êxitos "Oh Pessoal!" e "Bananes et Amendoins", sempre com a louca batida de quem não tem mais nada para fazer. Um CD está em marcha, e garanto-vos, quando o ouvirem, vão vibrar. Infelizmente, não vibrar no sentido de dançar alegremente, mas vibrar mais no sentido mandar o discman contra a própria cabeça, num acesso de loucura.
quinta-feira, outubro 21, 2004
Poesia de bolso
Hoje em dia, se não contarmos o facto do presente caro, as coisas mudaram um bocadinho. Um bocadinho, mas não tanto. Digamos que se adaptaram aos tempos modernos. O que era cortês agora é antiquado e o que neste momento é considerado apaixonante é... desculpem, mas tenho mesmo que dizer isto... foleiro.
Quem não consegue dar de caras com uma boa mão cheia delas? Pois, pois não , não são apenas uma mão cheia, são mais de três sacos de batatas e ainda um alguidar de guardar farturas. Isto tudo de poesia SMS.
O que devem estar a pensar neste momento, para além do facto do que raio será um alguidar para guardar farturas, e se isso sequer faz algum sentido, é que na TV está muito na moda passar publicidade para recebermos, no conforto dos nosso dispositivos celulares, um belo poema para o enviarmos a quem mais nos apetecer. Exemplos há muitos, este é um bastante conhecido.
Com a boca eu te chamo
Com os lábios eu te beijo
Com o coração eu te amo
Ah, tão bonito. E não fica por aqui, porque no outro dia resolvi pedir uma fantástica mensagem SMS com versos pré-fabricados e 5 minutos depois deparava-me com esta adição à literatura portuguesa, ali mesmo, no meu ecran do telemóvel.
Os prisioneiros liberdade
E a ti, meu amor,
Só te peço felicidade
De qualquer das formas, todas estas são quadras muito inspiradoras. E tudo o que dá inspiração, faz saltar qualquer coisa cá de dentro. Hmm.. esperem... estou a sentir qualquer coisa a aparecer aqui no antebraço direito... Parece estar a aumentar e a pulsar cada vez mais forte... Ah, já sei! É a minha incrível e denotável
veia poética!!
É verdade, no fim de ver tanta poesia pós-modernista, resolvi eu mesmo tentar inventar alguns destes versos tão quentes e profundos.
Atenção, não se esqueçam, fui eu que escrevi isto! É a minha propriedade intelectual! Se não gostarem venham-me bater. Ok, claro que não estou a falar a sério. Basta dizerem que não gostam. Com gentileza, sim?
Mais pura que um cristal
Tens pezinhos de gazela
E uma halitose fatal
Lindo! Maravilhoso! A subtileza! O encanto! A descrição de uma autêntica femme-fatale! Esperem, esperem, vêem aí mais poesia!
O teu amor é um espectro
És a tipa que me seduz
Tens nádegas de meio metro
Isto sim é leitura de classe. Mais inovador é impossível! Até existe a presença dos sentidos!
Passa para cá uma beijoca
Não me deixes é em pranto
Tua boca sabe a ranhoca
Vamos que ele não gosta dos cozinhados dela. Sempre podia mandar uma mensagem assim:
Tua paixão é muito forte
Saí da casa de banho
Com umas cólicas de morte
Ou então numa de break up:
Por tudo o que não faças
Meu amor está magoado
E tu, vai PÓ CARAÇAS!
Depois há sempre aqueles estilo e-mail em cadeia, que envolvem sempre anjinhos e segredos piegas, com coisas meio para o abrasileiradas. Estou mesmo aqui já a ver um:
Ele me quis dar um abraço
Não por te ter conhecido
Mas porque aleijou o baço.
Oh pá. Já estou a sentir a veia a fraquejar. Que pena. Contudo, ainda vou tentar esticar um bocadinho mais o sentido artístico deste artigo. Vou pôr uma coisa mais do estilo contraditório, uma daquelas estrofes que parece muito constante ao principio mas que no fim tem aquela chave de ouro que nos faz ressaltar com muita emoção. Tipo assim:
A comida estava fria
Teu amor me rebentou
Agora o animalzinho sofre porque me deixaste desamparado com dois filhos para criar e agora ainda por cima ando as costas todas apanhadas por causa desta maldita mudança do tempo.
Pronto, é melhor não lhe dar muito. Mesmo assim, pensem lá bem é se precisam mesmo de tanto teatro em SMS. É que para gastar dinheiro desnecessariamente já temos o serviço de fofocas por mensagem.
Derretem qualquer coração
Agora gasta o teu dinheiro
Que é para veres o que é "bão"
Ok, definitivamente a veia poética acabou de desaparecer. Paciência. Mas é romântico, admitam lá!
terça-feira, outubro 12, 2004
Aviso: Perigo para a saúde pública!
Acreditem ou não, estes(as) meninos(as) já venderam mais de 30 mil discos e mantêm-se nos tops há mais de 4 semanas, em primeiro lugar! Principalmente, pelo seu turtuoso tema Dragostea Din Tei. Não são os Pixies, não é a Madonna. São os O-Zone.
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
(Não, isto são só gemidos sem significado algum. Eu bem que disse. Estas coisas resultam.)
Alô
Olá
Sou eu, um fora da lei
e por favor aceita o meu amor e felicidade
Alô
Alô
Sou eu outra vez Picasso
Eu telefonei-te
E eu sou duro
Mas eu quero que tu saibas
Que não peço nada teu
(Serei o único ser humano a duvidar da sexualidade desta poesia neo modernista?)
Tu queres partir mas
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes
Não podes levar-me
A imagem da tua cara
E o amor da árvore de tília
Lembram-me os teus olhos
(Amor da árvore de tília... chazinho, alguém?)
Eu telefono
Para te dizer
O que sinto agora
Alô
Meu amor,
Sou eu
Felicidade
Alô
Alô
Sou eu outra vez Picasso
Eu telefonei-te
E eu sou duro
Mas eu quero que tu saibas
Que não peço nada teu
Tu queres partir mas
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes
Não podes levar-me
A imagem da tua cara
E o amor da árvore de tília
Lembram-me os teus olhos
Tu queres partir mas
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes
Não podes levar-me
A imagem da tua cara
E o amor da árvore de tília
Lembram-me os teus olhos
(Mas será que Dragostea Din Tei é mesmo árvore de tília?)
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
Ma la hi
Ma la hoo
Ma la ha
Ma ia haa
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
Ma ia hi
Ma ia hoo
Ma ia ha
Ma ia haa
(Mais gritinhos...)
Tu queres partir mas
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes
Não podes levar-me
A imagem da tua cara
E o amor da árvore de tília
Lembram-me os teus olhos
(A fantástica árvore de tília contra-ataca.)
Tu queres partir mas
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes levar-me
Não podes, não podes
Não podes levar-me
A imagem da tua cara
E o amor da árvore de tília
Lembram-me os teus olhos
E, pronto, como vêm, é uma letra bastante viril. Principalmente quando cantada por três tipos em cima de um avião. Agora não digam que eu não avisei.
Mas agora a sério: Árvore de Tília? Meu Deus... Estamos perdidos, absolutamente perdidos.
domingo, setembro 26, 2004
EMBORA BAILHAR?!
É melhor não dizer mais nada, não queira eu estragar a "apresentação publicitaria" àquele "autocarro de grande turismo". Nem muito menos arruinar a fantástica "conpanhia" para o divertidíssimo "bailhe" de almoço.
Marcante, definitivamente, marcante.
sexta-feira, setembro 24, 2004
Etnografídeos - Uma potencial subespécie humana?
Bem, de qualquer das formas, há seres humanos que têm menos facilidade em transpor cá para fora as suas personalidades, e há outros que simplesmente... pois, exageram. Não que isso seja mau, é claro. Afinal, maneiras de ser diferentes são o que dá toda a música à sociedade. Só que quando se fala em certas pessoas da minha turma... bem, aí tudo o que a sociedade pode fazer é queixar-se de uma valente dor de tímpanos. Ou talvez mesmo dar em doida. Estão a imaginar a sociedade a correr desaustinada pela rua a bater em todos os postes de electricidade? Eu estou. É sinal que acabou de ter um close encounter com...
A Secção Etnográfica da minha Turma!
Arranjei um nome temporário, porque este alegre grupo de jovens adora impingir-nos, todos os dias, com melhor e o pior (e quando digo pior digo o mais horrivelmente imaginável) dos sítios de onde provêm. Não o podem negar.
"Olha, obrigadinho, até parece que tu mesmo vens de uma grande metrópole", é o que poderão estar a pensar neste momento. Pronto é verdade, mas pelo menos não sou eu que, para falar com alguém que esteja ao meu lado, grito num tom que parece que o Mundo vai acabar. Bem, mas isso já se vê lá mais para a frente.
Primeiro, aquela estranha sociedade gosta de se pôr à parte do resto da turma, tanto nos intervalos como em tudo. Começa logo por aí, porque até parece que são assim tão diferentes que não se podem relacionar com o outros. Ora isto força-me a concluir que de certeza há qualquer coisa por detrás disto. Talvez sejam um grupo secreto, tipo uma máfia, só que em vez de vir da Sicília, vem de Fazendas de Almeirim. Muito estranho. Mas, depois de muito pensar, conclui que só posso justificar este facto com a presença de um termo a sério - os Etnografídeos.
Eles falam em código. Estou a falar a sério. Uma coisa é ouvirmos os velhotes cá de região, todos na sua maioria falam com sotaque. Agora o que eu penso é que a Secção Etnográfica, como comunidade aparte da espécie humana, usa essa linguagem como forma de comunicação. É uma observação biológica notável, principalmente quando nos encontramos perto destes espécimes. Por isso, vou agora continuar num tom mais científico. Vejamos exemplos:
1º- Uma pessoa que gosta de ter tudo só para si é ínguista;
2º- Os filhos dos nossos pais são os nossos irmões;
3º- Aquelas coisas a seguir às aulas são os intervais;
4º- Uma exclamação bastante utilizada é pronunciada iátão!;
5º- Uma construção frásica comum é o típico: A gente opois fomos-s'imbora;
Se os meus amigos observadores se entretiverem através de um simples diálogo com esta tribo, poderão rapidamente concluir que a actividade considerada de maior high-profile dentro da subespécie é, definitivamente, o tuning de carros, e que os adereços mais chics são os típicos fios de ouro com as pulseiras de prata, que muitas vezes ostentam dentes perdidos na infância. Este hábito é reminiscente às primeiras épocas da vida humanam, A única diferença é que em vez de serem caninos de Smilodons são molares com cáries.
De qualquer das formas, a identificação de um Etnografídeo pode ser feita à distância devido ao seu grito de localização: trata-se de tentar manter um diálogo quando os seus interlocutores estão a 400 metros de distância entre si. Para isto, servem-se de amplificadores naturais de voz, expansores já instalados nas cordas vocais, que aumentam o seu berro exponencialmente. Por vezes a comunicação torna-se difícil, devido aos naturais atrasos da propagação das ondas de som no próprio ar. Uma conversa utilizando o grito de localização pode ter por tema as horas da "carreira", ou até mesmo a que horas é a aula de Matemática. "Rais partem o home!" é o final da discussão, caso o tema tenha sido o último mencionado.
Finalmente, esta misteriosa tribo é bastante dada à bisbilhotice e adora falar quando podia estar calada.
Portanto, já repararam que eu escrevi esta tese só mesmo para me vingar de certas e determinadas pessoas (eheheh!). Para terminar, gostaria apenas de transcrever uma frase dedicada a mim, que uma Etnografídea convicta proferiu numa lendária aula de T.L.B. do ano passado:
"Oh Davide... ah, este rapá deve ter batide com a cabeça na
Internete, ô lá o qué aquile! Tá tonte!"
Bater com a cabeça na Internet é positivo. Esta nova subspécie humana é bastante interessante. E fui eu que a identifiquei. O meu nome devia estar num Hall of Fame. Por isso não se esqueçam: se quiserem ser científicos, refiram-se a esta subspécie como:
Homo sapiens ethnographydius, Trinc. 2004
And that, as they say, is that.
terça-feira, setembro 14, 2004
E agora... Magia!
No entanto, neste estranho Universo paralelo da metafísica residem encantamentos tão mortíferos e poderosos que nenhum ser alguma vez os conseguiu compreender. Pelos vistos ninguém mesmo os consegue perceber, porque também não vejo nos jornais que o mistério foi resolvido. É por isso que aqui estou, e em nome da verdade e do conhecimento venho apresentar a minha nova teoria. Vou falar-vos de:
OS PODEROSOS FEITIÇOS DE AMOR DAS REVISTAS DE ADOLESCENTES ILUDIDAS!
Elas andam sedentas de magia e de conhecer rapazes, e estão tão desesperadas que, para chegarem a um encontro, resolvem utilizar técnicas extremamente infalíveis. Ora vamos lá ver um exemplo:
Atenção meninas, que têm que escolher o limão com o vosso coração. Não se lancem assim num qualquer, armadas em lambonas. Evitem isto:
"-Olha aquele limão, vou já fazer o círculo de amor nele ."
Nem pensem, garotas. Tem que ser:
"-Ah, no fim de correr todas as mercearias da cidade, finalmente vejo um refrescante limão que o meu coração me diz para fazer o círculo de amor, e se espetarem lá dois corações de cartolina, para que absorvam o sumo e a magia."
Nem mais. A parte de deixar um limão a dar o seu sumo e magia a dois corações de cartloina durante uma noite é interessante. Para a próxima pego num marcador azul, faço um círculo de amor e espremo o limão. Assim, estou tecnicamente a beber sumo mágico. Até posso ficar com poderes especiais. Já me estou a imaginar como o Fantástico Homem-Citrino.
Ah, e já agora, o limão também é para pôr dentro da carteira ou bolsinha? Deve ficar tudo um bocado pegajoso no fim, mas pronto.
Próximo!
Claro que só com o cheirinho, ficas livre de feitiços. E de falar com pessoas. E, eventualmente, de ver pessoas até. Para toda a vida!! Mas óptimo, aguenta! Pelo menos tens a certeza que o Conde Drácula nunca te atormentará...
Eu cá dispenso pregar um colar de alhos na parede do meu quarto. Acho que um poster da Christina Aguilera fica ligeiramente melhor.
Bem, primeiro que tudo, aquele encantamento já podia ser revisto por alguém que consiga contruir uma coisa que rime.
Depois, devo dizer que é um bocado vontade tua de sujar o quarto andar a borrifar a sola dos sapatos antes de saires de casa. Mesmo que seja com água de pétalas abençoada pela Lua.
É óbvio, no fim de te verem a chegar à escola com um rasto de poças de água atrás de ti, como é que queres que te invejem? A alternativa disto é deixares crescer o buço.
Definitivamente, este sim, é o Rei dos feitiços. Aliás, se os encantamentos fossem música, este era o Fred Astaire.
Tomar banho com um imã? Simplesmente poderoso. Isto quer dizer que, mesmo que não faças a depilação e tenhas mais crateras na cara que as luas de Marte, irás atrair todos os tipos que se aproximarem. Tornar-te-ás num buraco negro de desejos! E tudo graças à água magnética.
Agora vê lá é se um belo dia esqueces-te de onde puseste o íman e ainda o vestes juntamente com as cuecas...
Concluindo, este pode muito bem tornar-se um manual de magia bem poderoso, mas pelo menos descodificado por mim. Tenham mas é cuidado com os encantamentos, que nunca se sabe quando um feitiço se pode virar contra o feiticeiro... e atenção com as cuecas magnéticas!
quinta-feira, setembro 09, 2004
Le passage des tristes, 2ª parte : O Ataque dos Sul Americanos!
Ah, e continuo a achar que pôr o título em francês dá sempre um ar muito mais sui generis. E também porque me apetece. O blog é meu, ora essa.
Então é assim:
Eles vêm do Chile, da Bolívia, do Equador, Peru ou Colômbia, não interessa. As odes aos Andes são a sua especialidade e ao mesmo tempo a sua arma secreta, não se deixem enganar. A sua presença no Passeio dos Tristes tem uma razão: o domínio do planeta. É arriscado dizer isto principalmente porque nunca se sabe se um dia eles irão mesmo concretizar o seu plano e, se apanharem este blog, vou assar na fogueira.
Quem são eles afinal de contas? São aqueles grupos de músicos sul-americanos que se dispõem em rodinhas e tocam os mais variados medleys em pan-pipes. Um favorito é o tema do Titanic.
As pessoas estão muito bem a tomar café quando, aparentemente vindo do nada, eis que se começa a ouvir a música. As pessoas aproximam-se, muitas vezes usando o Andar do Desespero ( ver a 1ª parte!) para se deslocarem, e formam o tal círculo, a Rodinha Hipnotizante. Ali ficam, a olhar seis pessoas a tocar pan pipes e um banjo. É um momento muito poético, sim senhora. E elas gostam muito, principalmente quando um miúdo de sete anos se arma em engraçadinho, cai e estatela a cara no chão, e o gelado que andava a lamber salta cinco metros e aterra mesmo em cima de um par de ténis novos, e o raio da criança desata a chorar num berreiro infernal. Digamos que são momentos muito peculiares.
Mesmo assim, está na hora de apresentar a minha mais recente tese:
Os Sul Americanos Querem Conquistar oÉ claro! Ainda não reparam nisso? E eles andam-no a fazer em vários passos!
Mundo!
Primeiro, projectam as Rodinhas Hipnotizantes, onde se põe a tocar as pan pipes. As pessoas no Passeio dos Tristes aproximam-se e ali ficam especadas a ver uma coisa que era suposto ouvirem, e ao mesmo tempo uma senhora vestida "tradicionalmente" vende magníficos CD's da banda em questão. "Tradicionalmente" porque às vezes elas aparacem com top e saia travada da Bershka, mas é tradicional na mesma. De alguma forma o há-de ser.
Os infelizes dos compradores levam o CD para casa e ao ouvirem e verem as bonitas ilustrações da América do Sul, pensam: "- Olha, isto é tão engraçado, havemos de ir lá um dia destes."
E um dia daqueles metem-se num avião e lá vão para os Andes. É lá que segundo a minha investigação, existe uma fábrica de músicos que são clonados e enviados para vários países, entre eles Portugal. Eles transformam as pessoas para ficarem todas iguais umas às outras e seguem várias terapias químicas e biológicas para se tornarem exímias tocadoras de pan pipes. Depois é só decorar e enviar.
É claro que deve estar tudo muito bem escondidinho na cadeia montanhosa, que é para ninguém desconfiar. Afinal, porque é que acham que aquilo é tão grande? Ah pois é.
Eu até já estou a imaginar uma conversa entre dois locais:
Inocente Local:
"- Epá, tanta gente a sair da montanha e a tocar música. Aquilo é o quê?"
Responsável Pela Fábrica:
"- Onde? Eu não vejo nada! Não é nada! Olha para ali! Está ali a Madonna! Olha a Madonna!"
E pronto, a partir daí é só os sul-americanos continuarem a multiplicar-se, e a pouco e pouco, encher o planeta e governá-lo como eles quiserem. Ah, e quem não tem oportunidade de ir aos Andes, vai lá pela imaginação, que o efeito é o mesmo.
Resumindo e concluindo, pode-se dizer que o Passeio dos Tristes, além de servir de habitat para inúmeras espécies, umas raras, outras nem tanto (ainda não me esqueci da sueca dos postais!), é também palco para uma invasão global. É por isso um sítio deveras misterioso e com os seus riscos.
Talvez num futuro próximo a Humanidade consiga compreendê-lo totalmente, ou não...
And that, as they say, is that.
sábado, setembro 04, 2004
terça-feira, agosto 24, 2004
Le passage des tristes, 1ª parte : O Cenário
O que é certo amigos, é que a qualquer sítio que formos no Algarve, o ambiente é sempre, sempre o mesmo: existe uma avenida à beira-mar plantada, carregada de lojas, que por sua vez estão carregadas dos mesmos souvenirs, com as mesmas mensagens, por todo o lado, e assim sucessivamente. À procura de um postal com uma sueca a fazer topless e a dizer: That's the way I like it in the Algarve? Nada temam, se não há num sítio há em para aí mais 246, fora as versões com espanholas ou turcas a tomar o lugar de miúdas marotas. Não que isso seja mau,claro. É sempre bom sabermos que no Algarve a estrangeirada gosta de andar assim. Ou nem por isso.
Contudo, o que verdadeiramente caracteriza este passeio não são apenas os estabelecimentos: são as pessoas que lá caminham. Como assim? Bem, não têm propriamente ar de deprimidas, mas possuem algo tão secretamente devastador e mortal, que nenhum ser humano é capaz de olhar e não ficar abalado: é O Andar do Desespero!
Querem saber como é? Eu digo, mas prometo que não me responsabilizo pelas consequências caso queiram efectuar esta técnica.
Então é assim:
1º- Mete-se o pé direito à frente; (Temos que começar por algum ponto, não é?)
2º- Olha-se o passeio com olhinhos de carneiro mal morto;
3º- Mete-se o pé esquerdo à frente e dá-se um passo.
4º- Olha-se para o céu, para as lojas, para a sueca que acabou de passar (até pode ser aquela do postal!), não interessa, olha-se, simplesmente, com um sorriso simples e uma expressão de cachorrinho perdido.Oooh!
Estão a ver? Digam lá se as pessoas não parecem umas desgraçadinhas a andar assim! Aí está a razão do Andar do Desespero, e ainda por cima, vemos isto mais vezes do que nos apercebemos! É assustador, não é?
Miúdos a rebolar e a berrar pelo chão fora, velhotas a comerem gelado e a dizer mal de toda a gente, e claro, os tipos que gostam de andar com a bela da camisa desfraldada, exibindo nos pelos do peito o preciosso crucifixo, ao mesmo tempo que coçam a barriga redonda como o Mundo, são elementos bem presentes no Passeio dos Tristes. Uma vez perguntei a um senhor desses se era menino ou menina, e se dava muitos pontapés, mas só depois percebi que aquela protuberância junto ao cinto era a sua barriga de cerveja. Ele não gostou muito. E eu, pronto, fiquei com a dúvida esclarecida.
No entanto, todas estas personagens são só a casca, o embrulho, o palco, para algo bastante mais implacável, que nenhuma lógica ou filosofia em algum tempo poderão compreender...
Não percam a 2ª parte, porque nós também não!
quarta-feira, agosto 18, 2004
A Pipoqueira
Falo-vos, é claro, da Máquina de fazer Pipocas, ou Pipoqueira, para quem gosta que o nome das máquinas acabe em -eira. Quem não acha graça quando vê o milhozinho a rebentar para se fazerem pipocas com sal, caramelo ou manteiga? Sim é muito giro, por isso é que compramos esses pacotinhos, para as fazermos no microondas. No microondas. Ou então numa panela. Meus caros, nunca, nunca, nunca, numa máquina de fazer pipocas. A menos que sejam sádicos, claro.
Por isso, podem imaginar o meu espanto quando, chegado um belo dia a casa, me deparo com um objecto daquele calibre. Ali estava ela, a olhar-me fixamente num ar que metia dó...
-Então, o que achas?, perguntaram-me.
O que é que eu achei? Achei que a pobre coitada da máquina ia levar uma vida danada, e o olhar de tristeza que ela me fez logo quando saiu da caixa dizia tudo.
-É giro. Vai ser engraçado.
Enfim, vidas.
Ora bem, então a minha tese é a seguinte: a máquina de fazer pipocas tem uma esperança média de vida de cerca de 4 dias. Passo a explicar:
1º Dia:
A Rainha do Lar prepara acaloradamente e cuidadosamente as magníficas pipocas, para pormos mel, porque à última da hora é que toda a gente se apercebeu que o caramelo acabou em casa, e que já não há mais. Todos comem, ai daquele que se recusar. É novo, inaugura-se,todos ficam contentes, pronto.
2º Dia:
As pipocas são comidas só pelos mais velhos da casa, porque os outros não estão com muita vontade. A pessoa mais nova pode dar-se ao luxo de inventar uma valente dor de barriga, que em 68,7% dos casos funciona como desculpa.
3º Dia:
Só a mãe é que as prepara e as come. Se não for a mãe, é o elemento caseiro que serve de Eterno Mártir dos Restos. Coitadinha, é sempre a sacrificada...
4º Dia:
O aparelho é mandado para o caraças!
E pronto, assim é o destino das máquinas de fazer pipocas. São encerradas na dispensa e ali ficam até o tempo as apagar deste mundo cruel. Por isso, se não querem dar um fim tão triste à vida de um objecto caseiro, nunca comprem nem iogurteiras, nem sumeiras, nem pipoqueiras. Tenham misericórdia para com o mundo dos electrodomésticos sem utilidade!
And that, as they say, is that.
sexta-feira, julho 09, 2004
O Sr. Kalashnikov
Não, a personagem aqui retratada não é nenhum trabalhador de Leste a cumprir o seu trabalho: é português e bem português.Como é isto possível? Passo a explicar:
É português porque supostamente nasceu em Portugal;
É bem português porque aconchega as partes baixas com o dedo mindinho, depois de o ter usado para "escarrapitar" a cera dos ouvidos e os macacos do nariz.
E agora vem a pergunta:Oh meu Ganda Maluco, então porque é que resolveste começar a chamar Sr. Kalashnikov, uma arma automática tão conhecida por ser usada pelas tropas afegãs a esta pura alma lusitana?
Meus amigos, este senhor não é brincadeira alguma. Ele foi motorista do A.T.L. durante um só dia, e conseguiu deixar todos os miúdos com terríveis pesadelos até ao fim do ano. E quando digo miúdos incluo-me a mim mesmo, claro.
Tenham medo, tenham mesmo muito medo. Ele é mau, não deixa ninguém sentar-se de lado, mexer naquelas mesinhas das cadeiras, e ai de alguém que seja apanhado a conversar! Ok, podem pensar que é fácil cumprir estas regras, mas metam-se numa viagem de 2 horas para o Badoca Park com 22 miúdos com idades entre os 6 e 9 anos que vão ver o que é bom para a saúde.
O seu utensílio preferido é o espelho. Além de gostar de se ver com aquele bigode manhoso também gosta de ver quem está a infringir as suas preciosas leis:
"Olha para isto! Olha para isto! Está ali um a beber água, está ali outro a falar com o companheiro do lado, e, AH!... olhem só aquele a olhar para o lado de fora da janela!!! Que vergonha, que vergonha!!!"
E assim foi ocupando a sua santa vidinha durante a santa viagenzinha de 2 horas ao Safari.
Quando parávamos numa estação de serviço, para trazer o chinfrim todo cá para fora, ouvíamos sempre um discurso razoável e coerente, como este:
"Pois... isto aqui não há respeito nenhum! Vocês lá em casa fazem o que querem mas aqui só fazem o que eu mando!Olhem que eu vos ponho a todos lá fora!E olhem que eu posso muito bem deixar-vos aqui para os vossos paizinhos vos irem buscar...
(E logo a seguir, a frase mortal, aquela coisa que nos fazia tremer do primeiro ao último cabelo):
"-Eu tenho autorização da Câmara Municipal de Almeirim para vos pôr a todos no olho da rua!"
Tremeram de medo? Eu quando ouvi podem crer que tremi. E muito. Quase que fiz chichi pelas calças. Ok, não fiz, mas que meteu medo meteu.
Concluindo, este ser das Trevas é, tal como o funcionário da biblioteca da escola, um dos motores para o fim da Humanidade tal como a conhecemos. Tenham cuidado a próxima vez que entrarem num autocarro da Câmara Municipal de Almeirim. A sério, tenham cuidado.
Mais tarde, os miúdos do A.T.L. quiseram-se juntar à minha nobre causa, e ajudaram-me a retratar esta maléfica personagem. Contemplem a incrível Obra de Arte que é O Retrato do Sr. Kalashnikov!
Cliquem aqui!!
sexta-feira, julho 02, 2004
O Barão da Tróia - O Pesadelo Jornalístico!
Antes de tudo: quem é este lendário comentador? Não faço a mínima ideia, mas acho que se ele ler isto, também não o quero conhecer. Deve ser estranho.
Apesar de tudo, sei algumas coisas sobre ele:
1º- Escreve no mítico jornal O Almeirinense, mesmo na última página;
2º- Tem um Blog;
3º- Diz mal das pessoas a torto e a direito;
4º- Diz mal do governo a torto e a direito;
5º- Diz mal da sociedade a torto e a direito;
6º- Diz mal ... hum... dessas coisas todas... pois, a torto e a direito;
7º- Acho que já estão a começar a entender a ideia.
Ora vamos lá tentar imaginar o quotidiano deste homem que pensa ser o alter-ego satânico do Vasco Pulido Valente!
E agora, algo de nunca antes visto de inédito neste desastroso blog, é um...
MOMENTO MÁGICO DE REFLECÇÃO!
O senhor acorda, muito contente com a sua vida, e mal olha pela janela, vê um carro a passar. "Hmm, vou dizer mal dos condutores portugueses." - pensa ele, enquanto mastiga os seus cereais matinais.
"É pá, estes cereais estão moles. Vou dizer mal da comida."
E assim o dia se vai passando. Encontra uma árvore murcha: "Vou dizer mal da manutenção das reservas ambientais.". Vai à biblioteca: "Bem, vou dizer mal das pessoas que não estão aqui.". Vê uma garrafa de Coca-Cola: "Vou dizer mal do consumismo.". Passa por um tarado: "Vou dizer mal da masturbação.". Mas depois pensa: "Hum, espera lá..."
Não interessa quem ou o quê, esta misteriosa entidade assombra qualquer um.
Só gostava era de o ver a chamar a todas as pessoas aquilo que escreve sobre elas.
-"Olá caros concidadãos! Eu acho que vocês são um bando de anormais!"
-"Oh Excelentíssimo Senhor Político, eu penso que você é um lorpa."
Sim, ele em tempos empregou mesmo esta terrível palavra: "Um lorpa"? Há quantos anos é que não oiço tal designação? Acho que ele gosta de usar estas assim para não andar sempre a repetir "estúpido", "imbecil", ou mesmo "parvo" porque isso são as coisas que ele mais diz nas suas palestras.
Ah, e pontos finais nem vê-los, a pessoa adormece a metade das frases. Aquela escrita é toda muito avant la lettre, pensam o quê? É por isso que já sabemos que vamos ficar aborrecidos mesmo antes de começarmos a ler. Isto há cada inovação...
E pronto, acabo aqui a minha descriçãozinha, já com a consciência que se o tipo descobre isto, o Ganda Maluco vai ser um blog assassinado na última página do jornal da terra, ou em mais um post do seu intrépido blog. Sem direito a homenagem, como os filhos dos papás orgulhosos por os verem a jogar futebol como suplentes num clube qualquer.
Oh, o horror!
terça-feira, junho 29, 2004
Homenagem a um Herói
O MONSTRO DAS BOLACHAS !!!
Ah, bem me lembro eu dos longos dias passados colado ao ecran da televisão ou então folheando páginas e páginas de inúmeras edições da revista Rua Sésamo. Cada vez que via aquela figura a pedir-nos alegremente para pintarmos a casa dele ou para identificarmos a forma da bolacha, era uma emoção total, e nunca parava até que o passatempo estivesse acabado.
Lembro-me também do facto de ele comer o seu prato favorito a torto e a direito, de boca aberta e de nunca se engasgar. No fim de o ver tantas vezes a fazê-lo, queria imitá-lo, mas depois de espetar com uma bolacha Maria mal mastigada no meio do esófago lá abandonei a ideia. Acho que fiz bem, porque afinal de contas é sempre chato quando isso acontece.
Se calhar é por causa disso que agora já não passam aquilo na T.V.. E se calhar é também por causa disso que as crianças já perderam a inocência toda. Como é que se vê? Fácil, muito fácil mesmo. Meus amigos, experimentem perguntar, com o habitual tom deste nosso simpático amigo, o nome de uma coisa que todos os meninos comem e que começa por "p"... Não, "pão" não vai ser a resposta, o que eles dizem acaba em "uta" e é se não arranjarem forma de acabar em "alho"! O maravilhoso mundo da aprendizagem do vocabulário toma uma direcção completamente inovadora! As crianças já sabem demais...
Espero que este post tenha cumprido a sua missão de mostrar respeito a uma grande personagem.
Não Monstro, podes ficar descansado, eu não gostei nem nunca vou gostar daqueles freaks dos Teletubies. Esses só sabem é andar atrás dos coelhos.
domingo, junho 27, 2004
Estou no Conselho Executivo!
Nesta altura já devem estar a considerar as hipóteses:
1ª- A minha professora de Português descobriu o blog?
2ª- O meu professor de Matemática deu de caras com a sua caricatura?
3ª- O meu professor de Introdução à Filosofia viu o que não devia ver?
4ª- O Sr. Ricardo andou a navegar à toa na Internet?
5ª- A Profa. Hermínia encontrou este misterioso endereço?
6ª- Dei uma tareia à minha professora de Fisico-Química?
7ª- Dei uma tareia à minha professora de T.L.B.?
A resposta correcta é... NENHUMA DESSAS!!!
O que se passou é que no último dia de aulas estávamos todos sentados a conversar, perto da nossa "nova" sala base, que estava no rés do chão e... uma súbita vontade de visitar a casa de banho apareceu. Ainda por cima, queria arrumar umas coisas dentro da sala, e logicamente, a tentação chegou...
Não resisti e entrei na sala... só que pela janela. Quando já apressada e sorrateiramente abria a porta da sala, eis que lá estava ela, a empregada do bloco, armada com a poderosa revista Maria!
Há cada coisa... foi logo no último dia de todos que a sra. funcionária largou a sala de computadores do Bloco C, abandonado a sua sessão no MSN Messenger sem mais nem menos! Inacreditável!
Mas isto não ficou por aqui! Nem tive tempo de explicar, nem a empregada de me dizer o que é que se passava, ala que lá foi ela! A isto é o que chamo de eficiência na profissão!
Ah, a casa de banho estava fora de serviço, como sempre. Bolas.
quinta-feira, junho 17, 2004
E agora... os perfumes assassinos(©)!
O calor faz os seus efeitos nas hormonas, que vagueiam por aí aos saltos... O pior é que há gente que não se apercebe que os cheiros também se propagam bastante bem. Não, não são os cheiros das plantas em flor, estou mesmo a falar dos perfumes assassinos(©).
E agora pergunto eu, já que sou o único a ler isto, o que são os perfumes assassinos(©)?
Ora bem: estão a imaginar entrar para dentro de um daqueles autocarros que transportam uma boa quantidade de gente e lentamente, vão-se apercebendo que, oh, azar dos azares, a pessoa que está directamente ao vosso lado está a aquecer o ambiente, e ao mesmo tempo a emanar o letal cheiro de um perfume assassino(©) das suas higienicamente questionáveis axilas? Aí têm, a melhor definição possível.
Eles são gratuitos, não vêm só dos sovacos, e andam pelos cafés, escritórios, e pior que tudo, nas salas de aula! Eu só já tremo a pensar em 90 minutos de Português a conviver com os perfumes assassinos(©). A sorte é que as aulas já estão quase a acabar.
Mesmo assim, é melhor fazer uma vaquinha para comprar uma daquelas máscaras da pneumonia atípica, porque com perfumes assassinos(©) por perto, o melhor é tomarmos precauções, não vá o mau hálito, perdão, o diabo tecê-las.
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terça-feira, junho 15, 2004
A modernidade do "Quantos-queres"
Pois é, todos certamente se lembram daquele quadrado de papel todo dobradinho, a fim de dar espaço para os dedos das crianças. Lembram-se também de nos fazerem a nostálgica e carismática pergunta: "Quantos queres?". "Sete", "nove", "oitenta e quatro", todas estas eram respostas comuns e quando a contagem acabava, escolhíamos um número ou uma cor para nos lerem o que nos tinha calhado:
"- É, é!!! És um camelo!"
"- Vais-te casar com uma vaca!!"
"- És parvo!!"
"- Não gostas de sopa!!"
A verdade é que hoje em dia a verdade é muito mais chocante. Em vez de algarismos, há desenhos de frutos e por trás de cada um deles, alguma coisa que os descreva, e que diga como é a personalidade do infeliz que dá de caras com algum objecto daquele tipo:
"-És sumarento como uma laranja.". Tudo bem, não há problema. É sumarento, é sumarento.
"-És azedo como um limão.". Também nada de mal.
"-És cheiroso como uma cereja.". Hmm, isso já depende da cereja. E do cheiro também.
Agora:
"-És húmido como um ananás!"
"-És quente como uma banana!"
O que é isto? Quente como uma banana? Só se for como as que vêm a arder nos restaurantes chineses! Pior: húmido como um ananás? Um ananás que quê, que está inscrito nas sessões de sauna de algum spa? É que eu não consigo arranjar forma de como explicar isto tudo a um miúdo que anda na Escola Primária.
Isto são só realidades desconcertantes.
quarta-feira, junho 09, 2004
O cantar sem voz nem som
No outro dia estava a falar para um tipo que começou a "sussucantar" - eu sou muito inovador, por isso é que me posso dar ao luxo de inventar palvras novas - As Doce.
Sim sim, vou repetir, ele estava a cantar o Amanhã de Manhã das Doce.
É chocante, melhor, é horroroso, mas não fica por aqui! Além de cantar A Música Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado, o maldito ser ainda estava a tentar ter uma conversa comigo! Resultado: Sons de conversa que ficam a meio e sons de cantiga foleira, misturados com os gestos faciais mais estranhos que já vi. Podem imaginar:
"- É pá, amanhã de manhã..., o teste parece que fica, vamos acordar.... e ficar a, pois, acho mesmo que sim, fecha a porta..., FOI NO DIA QUE EU DISSE!, por gosto não cansa....PORRA PÁ!"
Deplorável, simplesmente deplorável.
quinta-feira, junho 03, 2004
The Water Assassin, ou a professora de natação substituta
Mas agora há que falar de um monstro, bem ao nível do Senhor do Reino da Escuridão (Quem não sabe o que é veja o post sobre o Barbaric Necromancer). Ela está por estes lados, ansiosa por ver muita, mas mesmo muita gente, a afogar-se desesperadamente enquanto nadam 1500 quilómetros mariposa. Ela é..... a Professora Hermínia!!!
O sentimento que se tem quando se sai do balneário e se cruza, não com a simpática Professora Helena, mas com a representação dos nossos maiores medos, é indescritível. Ela é má, e está pronta a pôr a fazer viragens quem ainda nem se aguenta na zona dos 2 metros de profundidade. "Vocês são da classe dos Golfinhos! Vá, entrem para a piscina! Vejam como o vosso colega nada tão depressa. Nadem também assim! Não pára, não pára." E enquanto ela já nos mandou dar três mergulhos para a água e sete saltos mortais, eu disse-lhe olá. Eu tenho medo dela. E ainda fico mais assustado quando diz que somos da classe dos golfinhos. Deve ter tido uma bela negativa a Biologia.
Adora exemplificar como se deve nadar, e como não é capaz de dizer para respirarmos bilateralmente, fala em "Não olha, não olha, olha; não olha, não olha, olha...". Às tantas nem sabemos para onde é que olhamos, e temos que levar com a sua voz pacífica. "NÃO É ASSIM!!! É NÃO OLHA, NÃO OLHA, OLHA!", diz ela, no seu tom de megafone.
É muito apreciadora de quem nada bem e adora tratar-me como um atrasado mental. Eu acho mesmo que ela me acha atrasado mental. Se calhar não é a única pessoa, mas é um bocado chato quando um instrutor nos considera retardados. Estou escandalizado.
domingo, maio 23, 2004
The Barbaric Necromancer, ou o funcionário da biblioteca da escola
É um morcego? É um esqueleto que regressou à vida? É a mais recente ressurreição de Drácula? NÃO! É algo muito mais terrível, demoníaco e assustador: é o Sr. Ricardo, o tão sociável funcionário da biblioteca da escola!
Quem não o vê na sua hora de entrada? As luzes apagam-se, as janelas abrem de par em par, os computadores encravam! (Hmm, esqueçam, aqueles computadores estão sempre encravados). O silêncio instala-se, e a única coisa que se ouve pelas extensas divisões do CRE/BE é o ecoar dos seus passos, seguidos de um ou outro grunhido, qual troll.
É esta personagem que acusa as pessoas que só sabem escrever no Word de andarem a configurar mal as BIOS, e de deliberadamente formatarem os computadores. "Vocês são todos impossíveis", guincha ele naquele tom vampiresco que faz arrepiar qualquer célula nervosa.
Adora expulsar alunos e dizer: "Esta mesa vai toda lá para fora". Ora, ou muito me engano, ou ele não é propriamente o incrível Hulk, que pega numa estante e arremessa-a pela janela. Mas de qualquer das formas, toda a gente se assusta quando o vê a aproximar-se ao mesmo tempo que coça as partes baixas.
Este ser das trevas obriga-nos a preencher quase um impresso do I.R.S. só para requisitarmos um livro, e quando vê que há poucos alunos para ele torturar, põe-se a ler revistas e jornais que mais ninguém lê, tipo a Vaca Leiteira.
No fundo deve ser temido e respeitado, porque nunca se sabe se algum dia nos lança alguma praga que resulte na nossa extinção.
Tenham medo, tenham muito medo!
sexta-feira, maio 21, 2004
O meu Professor de Matemática
O meu professor de Matemática devia ver muitos desenhos animados em criança porque a escrever a matéria e a explicar-nos as coisas no quadro parece o Flash. Se algum desprevenido, ao passear pelo liceu (esperem, agora vamos fazer de conta que dá para fazer grandes caminhadas pelo liceu fora) sente uma breve aragem, que passa a um vento forte, e em seguida a um furacão que dois segundos depois desaparece, não se assuste: o professor em questão acaba de passar ao lado. Aí vai ele, a acelerar fundo até à sala.
Frases como: "posso mas não me apetece", "no teste sai um exercício assim, mas mais difícil" são respostas que podemos ouvir de vez em quando. A maioria são de perguntas feitas pela Daniela, no fim de corrigir o T.P.C., o teste, os exercícios da aula e apagar o quadro duas vezes antes de se sentar e dar um grande suspiro apaixonado. Mesmo assim, temos muita oportunidade de participação na aula, se andarmos a comer Pentiuns 4 ao pequeno almoço.
É um grande fã do humor inglês, o que resulta em metade da turma a olhar para ele à espera que ele explique a piada. Também gosta muito de mandar bocas aos adeptos do Sporting, e ainda mais de discutir marcas novas de calculadoras e títulos de livros de exercícios com a Diana.
Bem lá no fundo, é um rebelde, porque às vezes vem de mota para a escola e gosta de surpreender toda a gente com os seus magníficos exercícios de teste, inventados por ele próprio e que os resolveu, "em casa, em 15 minutos". Acho também que a sua maior ambição na vida deve ser bater o Kasparov, e trazer glória ao seu pensamento instantâneo.
O melhor deste professor: A sua famosa citação: "Eu não preciso que me assobiem para eu beber a água!" Now that is what I call a british joke.
terça-feira, maio 18, 2004
O meu Professor de Introdução à Filosofia
O meu professor de Filosofia é porreiraço, principalmente porque fiz uma caricatura descarada dele em que tinha o cabelo branco, e até nem se zangou...muito. Quando tinha a minha idade devia ser um "Ganda Maluco". Eu ponho entre aspas porque provavelmente no tempo dele o que se dizia mais era "Ganda Hippie!" ou "Ganda Revolucionário!"
Aprecia bastante dizer mal dos americanos, do governo, e da Coca-Cola Light. No fundo, é um analítico.
Este professor tem tendência para ir buscar as palavras todas ao étimo latino ou grego, por isso não nos admiramos quando se põe a falar em "Pólícia", "Démóscrácia"; também gosta muito de trocar as sílabas, tipo "troncário" ou em dizer "Sumario" em vez de Sumário. Dá um toque muito mais intelectual. Ok, o facto de dizer "página nasventas" nem por isso. Mas também ninguém se importa.
É graças a esta pessoa que sabemos que não poderemos entrar para o curso A, B, C ou D por causa dos indivíduos A, B, C e D que perturbam o funcionamento das aulas. Também não gosta nada de comparar resultados, "mas os alunos da turma A obtêm melhores notas".
Adora bater com as mãos no quadro para nos explicar a matéria e de revolvê-las para interligar conceitos. Deve ser um bom jogador táctico, porque tem muita sinalética.
O melhor deste professor: O Hino da França que canta para nos despachar dos testes. É um verdadeiro ídolo.
segunda-feira, maio 17, 2004
A minha Professora de Português
A minha professora de Português (B) é muito simpática. Chama-nos todos sempre "meus queridos", "meu amores" e está sempre a pedir-nos para ficarmos caladinhos e "todos perfilados".
Ela usa uma caneta de cada cor para escrever o sumário de cada turma. A nossa caneta é a púrpura, que cheira a lavanda, que é para não haver enganos.
Um facto interessante é quando o António espirra, vai para a rua, e mesmo que a Joana lhe pegue fogo à saia, consegue hipnotizá-la ou assim, porque nunca lhe acontece nada. Gostamos muito da nossa professora!
É só de notar que estou a dizer isto da Joana porque ela me defendeu tão bem ao dizer que o papel que eu tinha feito com uma caricatura da nossa querida tutora "vinha da minha mesa". Eu sou um rapaz muito brincalhão, aquilo tudo foi uma brincadeira, não queria ofender ninguém. Graças à Joana se calhar ofendi mesmo. Mas a Joana Pipoca já é assim de natureza, e é graças a isso que a turma A é sempre a preferida.
Agora a professora disse-nos para a caricaturarmos com verdades, e uma verdade é que ela está sempre a perguntar se concordamos com alguma coisa. Quando não percebemos nada é difícil não concordar, por isso acho que sim, é um bom retrato. Também só não concorda quem quer.
Às vezes recebemos umas fichazinhas com a matéria. São fichas muito pequeninas, que procuram não ultrapassar as 47 páginas de cada texto. Algumas têm informações a bold, como é designado. Apreciamos bastante as fichas que recebemos, principalmente porque todos os anos temos que largar para aí 1 Euro em fotocópias de 5 tostões cada.
O melhor desta professora: O facto de me chamar com aquele último "d" mudo; o resultado é "Davi", à francesa. Très chic.
As Magníficas Caricaturas
quinta-feira, maio 13, 2004
"Acudem!"
Não há alma nenhum neste mundo que num belo dia de sol, ao passear ou a correr por essas ruas fora, que não tenha muito ligeiramente deslocado o seu pé para cima de um desses objectos de destruição.
O pior é que aquela porcaria não sai, é sempre preciso um galho, uma folha, a mão de outro tipo que tenha coragem de mexer, uma pedra com uma ponta mais afiada...
Agora o pior é quando se vê alguma vítima destes acidentes a raspar com toda a força os pés na relva a ver se sai alguma coisa. Eu não sei se apercebem, mas aquilo não funciona: ficam com as solas todas verdes, matam sempre um bicho ou outro, estão a arrastar as plantas todas com eles e a estragar espaços verdes, que neste mundo tão industrializado é coisa rara. É asustador pensar que daqui a uns anos, o pessoal que raspa os pés na relva já deu cabo de mais de metade da área florestal mundial. Vamos todos ficar a viver em condições míseres, sem oxigénio,em casinhas e cidades com ar fornecido artificialmente, e não há reportagem foleira da TV que nos valha. Tudo por causa das pastilhas no chão! Ou então das pessoas que já as começavam a pôr no lixo.
"Fujem, fujem, elas andem aí!"
quarta-feira, maio 12, 2004
A medida certa
Bem, mas os principais responsáveis, esses, vão desde os eternos culpados videojogos, até grupos musicais ou cantores a solo um pouco mais... picantes, passando pelas actrizes de cinema mais malandrecas. Lucy Liu incluída. Não me posso esquecer dos Anjos de Charlie, não não... Jesus, a menina é mesmo mazona. Erehm, isso agora não interessa, adiante.
Graças a isto, toda a gente concorda que estamos no fim do Mundo, anda sempre tudo muito frustrado, e por aí se fica. Compreensão dos factos nem vê-la. Tudo muito sintético, tudo muito "analítico". Ok, também não há nada para analisar no peito da Cameron Diaz. Aquilo não é ciência, é arte. O quê? Pelo menos sou honesto.
No fundo, cá para mim, isto tudo da violência é um bocado para o treta. A sério! Claro que aquilo que vemos, ouvimos e jogamos nos pode influenciarcomo tudo na vida. Aliás, se não o fizesse, as coisas não se vendiam. A verdade é que se vendem. E o que eu gosto muito, e se posso, compro. As gémeas Olsen é que não, coitadinhas. Some things are just priceless.
Cada vez que ligo a televisão, tenho duas escolhas: ou ligo a consola, ou mudo para um programa qualquer; no fundo, a quantidade de "violência" que uma ou outra coisa me pode transmitir é praticamente a mesma. Além do mais, tal como tudo depende dos programas que se vê, as coisas também são relativas ao jogo que se joga, à música que se ouve ou ao filme a que se assiste. E se no filme entra uma moçoila mais engraçadita...
Bem, começo por ligar a televisão. Imagens de pessoas a sofrer, da guerra, da injustiça... etc, etc ,etc. "Tudo isto afinal faz parte do mundo real", é uma frase que eu tenho ouvido bastante ultimamente, e é claro que concordo. Mas nunca de forma sistemática. Às vezes há situações bem graves que merecem ser relatadas ou noticiadas. Agora quando digo noticiadas, não digo especiais de 3 horas a incidir em todos os pormenores da vida pessoal de toda a gente. Não, digo apenas uma informação um bocadinho mais para o objectiva. Afinal, é essa a função do jornalismo.
Isto é só a minha opinião, é óbvio. Não sou ninguém para andar a dizer mal a torto e a direito dos media, apenas acho que há exageros. Porque coisas terríveis e chocantes acontecem neste mundo todos os dias. Porque críticas há muitas mas soluções nem por isso. No fundo, porque vivemos na sociedade em que vivemos, e por mais que tentemos mudar, e por muito que nos custe, temos que aprender a aceitar que nem tudo é um mar de rosas. Nem aqui nem no resto do Globo.
O que eu acho incrível é o facto de por vezes ver pessoas terrivelmente angustiadas com alguma coisa que viram ou leram, algures nas notícias. As imagens e os relatos de barbaridades cometidas acabam por nos afectar a todos. Agora só gostaria de saber é o que esta geração dita "encalhada" entre música e videojogos, entre Internet e Blockbusters (Hmm, Lucy Liu...) pode ser considerada violenta por simplesmente gostar de coisas do seu tempo. Afinal, parece que a falta de respeito, a agressividade e a descriminação conseguem chegar a todos, e com força. Basta ligar a televisão, abrir o jornal, ou sair à rua.
Há que aprender a separar aquilo que é saudável do que nos pode afectar o estado de espírito. Porque simplesmente estar informado não significa estar angustiado ou sentir-se profundamente influenciado. Mesmo que seja difícil. Afinal de contas, tudo na vida faz bem, desde que seja na medida certa.
segunda-feira, maio 10, 2004
O que era, o que era?
Tudo começa com um monte de senhoras que de certeza não têm loiça para lavar nem comida para fornecer ao pessoal que trabalha lá de casa, porque passam um dia inteiro na sala de condomínio ou no Parque das Nações. Atiram-lhes para cima delas café, vinho, comida mastigada, comida vomitada, comida digerida, e para finalizar, o belo de um balde cheio de tintura de iodo ou qualquer coisa assim, que desapareça mal entre em contacto com detergente.
Põem a roupa toda dentro de uma máquina cuja marca que nunca sabemos (o que eu acho mal, porque não era a minha pessoa que punha lá umas Levi's sem sequer saber a que temperatura iam ser lavadas nem como) e pronto. Enquanto esperam pelo fim do serviço, vestem-se com umas t-shirtzinhas oferecidas pela produção, mais um pouco com XAU estampado nas costas. E já vão ver porquê.
Passam-se alguns segundos...
Meus amigos, e é neste momento que ficamos a pensar "Engole-nos, terra!"
Quando a roupa sai, fantástico, está lavadinha! Pode estar toda debotada, porque havia alguém que insitiu pôr um belo par de meias encarnadas, mas está fantasticamente limpa! Mas não ficamos só por aqui! Toda a gente insiste sempre naquele "cheirinho a roupa lavada!".
É assim, acabaram de tirar roupa de dentro de uma máquina de lavar roupa, queriam o quê, que cheirasse a bosta, não?
No fim, o apresentador tira muito misteriosamente a "venda" da caixa do detergente, e toda a gente exclama "Ah, era Xau!". Não desfazendo o talento pessoal das participantes, eu cá acho que com aquela emoção toda a representar, bem que um canal qualquer de televisão as podia contratar para mais uma novela. A t-shir com o slogan nas costas até poderia ganhar reputação. Imagine-se uma festa do jet-set onde a palavra de honra é t-shirt XAU... definitivamente um sucesso estrondoso.
sexta-feira, maio 07, 2004
Agora sim, estou protegido!
Acho que com as doenças primaveris que já devem andar por aí, o pessoal já está a "reforçar as suas defesas naturais". Agora, o que era escusado era aquela bola que fica à volta das pessoas quando bebem Actimel. Ainda por cima com aquele sonzinho ao mais maravilhoso estilo de Star Wars: "Tzzzz tzzz", e pronto, a pessoa está pronta para enfrentar monstros microbianos como maçãs caídas no chão, miúdos a chafurdarem-se na lama, businadelas das pessoas que estão nos carros atrás, etc.
Agora o que também intriga é como as pessoas se cumprimentam ou dão beijos quando estão envolvidas por uma bolha irritante que não as deixa sequer comer torradas à vontade.
O que me deixa verdadeiramente incomodado é o facto de ver as mais fantásticas lógicas envolvidas nos anúncios, estilo: "Ora, se eu estou a reforçar as minhas defesas naturais, eu sou mais feliz!"
É bom contentarmo-nos com pouco. Faz-nos mais humildes. Não há mentira nenhuma nisso.. MAS REFORÇAR AS DEFESAS NATURAIS É ASSIM MOTIVO DE TANTA ALEGRIA?
Enfim, cada um com os seus, e o que se sabe é que pelos vistos os anuncios fazem muito mas muito sucesso. Já estou é a imaginar a próxima campanha de marketing: aquelas meias com solinha de borracha. Imaginem só como ficariam os anúncios.
Parece que já estou a ver as criancinhas aos saltos por toda a casa, bem reforçadas nos pés, a dar pontapés nos pais, enquanto que estes dizem: "Ah, agora sim, estamos protegidos!"