(Da maneira que isto anda, se algum professor descobre este blog levo com um processo disciplinar em cima que até vou. Mas pronto, adiante.)
O meu professor de Matemática devia ver muitos desenhos animados em criança porque a escrever a matéria e a explicar-nos as coisas no quadro parece o Flash. Se algum desprevenido, ao passear pelo liceu (esperem, agora vamos fazer de conta que dá para fazer grandes caminhadas pelo liceu fora) sente uma breve aragem, que passa a um vento forte, e em seguida a um furacão que dois segundos depois desaparece, não se assuste: o professor em questão acaba de passar ao lado. Aí vai ele, a acelerar fundo até à sala.
Frases como: "posso mas não me apetece", "no teste sai um exercício assim, mas mais difícil" são respostas que podemos ouvir de vez em quando. A maioria são de perguntas feitas pela Daniela, no fim de corrigir o T.P.C., o teste, os exercícios da aula e apagar o quadro duas vezes antes de se sentar e dar um grande suspiro apaixonado. Mesmo assim, temos muita oportunidade de participação na aula, se andarmos a comer Pentiuns 4 ao pequeno almoço.
É um grande fã do humor inglês, o que resulta em metade da turma a olhar para ele à espera que ele explique a piada. Também gosta muito de mandar bocas aos adeptos do Sporting, e ainda mais de discutir marcas novas de calculadoras e títulos de livros de exercícios com a Diana.
Bem lá no fundo, é um rebelde, porque às vezes vem de mota para a escola e gosta de surpreender toda a gente com os seus magníficos exercícios de teste, inventados por ele próprio e que os resolveu, "em casa, em 15 minutos". Acho também que a sua maior ambição na vida deve ser bater o Kasparov, e trazer glória ao seu pensamento instantâneo.
O melhor deste professor: A sua famosa citação: "Eu não preciso que me assobiem para eu beber a água!" Now that is what I call a british joke.
sexta-feira, maio 21, 2004
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