Ah, e continuo a achar que pôr o título em francês dá sempre um ar muito mais sui generis. E também porque me apetece. O blog é meu, ora essa.
Então é assim:
Eles vêm do Chile, da Bolívia, do Equador, Peru ou Colômbia, não interessa. As odes aos Andes são a sua especialidade e ao mesmo tempo a sua arma secreta, não se deixem enganar. A sua presença no Passeio dos Tristes tem uma razão: o domínio do planeta. É arriscado dizer isto principalmente porque nunca se sabe se um dia eles irão mesmo concretizar o seu plano e, se apanharem este blog, vou assar na fogueira.
Quem são eles afinal de contas? São aqueles grupos de músicos sul-americanos que se dispõem em rodinhas e tocam os mais variados medleys em pan-pipes. Um favorito é o tema do Titanic.
As pessoas estão muito bem a tomar café quando, aparentemente vindo do nada, eis que se começa a ouvir a música. As pessoas aproximam-se, muitas vezes usando o Andar do Desespero ( ver a 1ª parte!) para se deslocarem, e formam o tal círculo, a Rodinha Hipnotizante. Ali ficam, a olhar seis pessoas a tocar pan pipes e um banjo. É um momento muito poético, sim senhora. E elas gostam muito, principalmente quando um miúdo de sete anos se arma em engraçadinho, cai e estatela a cara no chão, e o gelado que andava a lamber salta cinco metros e aterra mesmo em cima de um par de ténis novos, e o raio da criança desata a chorar num berreiro infernal. Digamos que são momentos muito peculiares.
Mesmo assim, está na hora de apresentar a minha mais recente tese:
Os Sul Americanos Querem Conquistar oÉ claro! Ainda não reparam nisso? E eles andam-no a fazer em vários passos!
Mundo!
Primeiro, projectam as Rodinhas Hipnotizantes, onde se põe a tocar as pan pipes. As pessoas no Passeio dos Tristes aproximam-se e ali ficam especadas a ver uma coisa que era suposto ouvirem, e ao mesmo tempo uma senhora vestida "tradicionalmente" vende magníficos CD's da banda em questão. "Tradicionalmente" porque às vezes elas aparacem com top e saia travada da Bershka, mas é tradicional na mesma. De alguma forma o há-de ser.
Os infelizes dos compradores levam o CD para casa e ao ouvirem e verem as bonitas ilustrações da América do Sul, pensam: "- Olha, isto é tão engraçado, havemos de ir lá um dia destes."
E um dia daqueles metem-se num avião e lá vão para os Andes. É lá que segundo a minha investigação, existe uma fábrica de músicos que são clonados e enviados para vários países, entre eles Portugal. Eles transformam as pessoas para ficarem todas iguais umas às outras e seguem várias terapias químicas e biológicas para se tornarem exímias tocadoras de pan pipes. Depois é só decorar e enviar.
É claro que deve estar tudo muito bem escondidinho na cadeia montanhosa, que é para ninguém desconfiar. Afinal, porque é que acham que aquilo é tão grande? Ah pois é.
Eu até já estou a imaginar uma conversa entre dois locais:
Inocente Local:
"- Epá, tanta gente a sair da montanha e a tocar música. Aquilo é o quê?"
Responsável Pela Fábrica:
"- Onde? Eu não vejo nada! Não é nada! Olha para ali! Está ali a Madonna! Olha a Madonna!"
E pronto, a partir daí é só os sul-americanos continuarem a multiplicar-se, e a pouco e pouco, encher o planeta e governá-lo como eles quiserem. Ah, e quem não tem oportunidade de ir aos Andes, vai lá pela imaginação, que o efeito é o mesmo.
Resumindo e concluindo, pode-se dizer que o Passeio dos Tristes, além de servir de habitat para inúmeras espécies, umas raras, outras nem tanto (ainda não me esqueci da sueca dos postais!), é também palco para uma invasão global. É por isso um sítio deveras misterioso e com os seus riscos.
Talvez num futuro próximo a Humanidade consiga compreendê-lo totalmente, ou não...
And that, as they say, is that.
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