Todos nós, bem lá no fundo, representamos um bocadinho dos nossos valores gerais, das nossas culturas, das nossas personalidades, dos nossos fetiches... ups, estou a ir longe demais, não estou? Não interessa; o que quero dizer é que no fundo toda a gente que povoa este alegre mundo é, de certa forma, influenciada pelo que há à sua volta. Um homem rodeado de poemas pode tornar-se poeta, e uma mulher rodeada de bombeiros pode tornar-se bombeira. Ok, nem todos são assim; os palhaços, esses, já nascem assim, desgraçados. Nunca gostei de palhaços. Cheiram a couves.
Bem, de qualquer das formas, há seres humanos que têm menos facilidade em transpor cá para fora as suas personalidades, e há outros que simplesmente... pois, exageram. Não que isso seja mau, é claro. Afinal, maneiras de ser diferentes são o que dá toda a música à sociedade. Só que quando se fala em certas pessoas da minha turma... bem, aí tudo o que a sociedade pode fazer é queixar-se de uma valente dor de tímpanos. Ou talvez mesmo dar em doida. Estão a imaginar a sociedade a correr desaustinada pela rua a bater em todos os postes de electricidade? Eu estou. É sinal que acabou de ter um close encounter com...
A Secção Etnográfica da minha Turma!
Arranjei um nome temporário, porque este alegre grupo de jovens adora impingir-nos, todos os dias, com melhor e o pior (e quando digo pior digo o mais horrivelmente imaginável) dos sítios de onde provêm. Não o podem negar.
"Olha, obrigadinho, até parece que tu mesmo vens de uma grande metrópole", é o que poderão estar a pensar neste momento. Pronto é verdade, mas pelo menos não sou eu que, para falar com alguém que esteja ao meu lado, grito num tom que parece que o Mundo vai acabar. Bem, mas isso já se vê lá mais para a frente.
Primeiro, aquela estranha sociedade gosta de se pôr à parte do resto da turma, tanto nos intervalos como em tudo. Começa logo por aí, porque até parece que são assim tão diferentes que não se podem relacionar com o outros. Ora isto força-me a concluir que de certeza há qualquer coisa por detrás disto. Talvez sejam um grupo secreto, tipo uma máfia, só que em vez de vir da Sicília, vem de Fazendas de Almeirim. Muito estranho. Mas, depois de muito pensar, conclui que só posso justificar este facto com a presença de um termo a sério - os Etnografídeos.
Eles falam em código. Estou a falar a sério. Uma coisa é ouvirmos os velhotes cá de região, todos na sua maioria falam com sotaque. Agora o que eu penso é que a Secção Etnográfica, como comunidade aparte da espécie humana, usa essa linguagem como forma de comunicação. É uma observação biológica notável, principalmente quando nos encontramos perto destes espécimes. Por isso, vou agora continuar num tom mais científico. Vejamos exemplos:
1º- Uma pessoa que gosta de ter tudo só para si é ínguista;
2º- Os filhos dos nossos pais são os nossos irmões;
3º- Aquelas coisas a seguir às aulas são os intervais;
4º- Uma exclamação bastante utilizada é pronunciada iátão!;
5º- Uma construção frásica comum é o típico: A gente opois fomos-s'imbora;
Bem, de qualquer das formas, há seres humanos que têm menos facilidade em transpor cá para fora as suas personalidades, e há outros que simplesmente... pois, exageram. Não que isso seja mau, é claro. Afinal, maneiras de ser diferentes são o que dá toda a música à sociedade. Só que quando se fala em certas pessoas da minha turma... bem, aí tudo o que a sociedade pode fazer é queixar-se de uma valente dor de tímpanos. Ou talvez mesmo dar em doida. Estão a imaginar a sociedade a correr desaustinada pela rua a bater em todos os postes de electricidade? Eu estou. É sinal que acabou de ter um close encounter com...
A Secção Etnográfica da minha Turma!
Arranjei um nome temporário, porque este alegre grupo de jovens adora impingir-nos, todos os dias, com melhor e o pior (e quando digo pior digo o mais horrivelmente imaginável) dos sítios de onde provêm. Não o podem negar.
"Olha, obrigadinho, até parece que tu mesmo vens de uma grande metrópole", é o que poderão estar a pensar neste momento. Pronto é verdade, mas pelo menos não sou eu que, para falar com alguém que esteja ao meu lado, grito num tom que parece que o Mundo vai acabar. Bem, mas isso já se vê lá mais para a frente.
Primeiro, aquela estranha sociedade gosta de se pôr à parte do resto da turma, tanto nos intervalos como em tudo. Começa logo por aí, porque até parece que são assim tão diferentes que não se podem relacionar com o outros. Ora isto força-me a concluir que de certeza há qualquer coisa por detrás disto. Talvez sejam um grupo secreto, tipo uma máfia, só que em vez de vir da Sicília, vem de Fazendas de Almeirim. Muito estranho. Mas, depois de muito pensar, conclui que só posso justificar este facto com a presença de um termo a sério - os Etnografídeos.
Eles falam em código. Estou a falar a sério. Uma coisa é ouvirmos os velhotes cá de região, todos na sua maioria falam com sotaque. Agora o que eu penso é que a Secção Etnográfica, como comunidade aparte da espécie humana, usa essa linguagem como forma de comunicação. É uma observação biológica notável, principalmente quando nos encontramos perto destes espécimes. Por isso, vou agora continuar num tom mais científico. Vejamos exemplos:
1º- Uma pessoa que gosta de ter tudo só para si é ínguista;
2º- Os filhos dos nossos pais são os nossos irmões;
3º- Aquelas coisas a seguir às aulas são os intervais;
4º- Uma exclamação bastante utilizada é pronunciada iátão!;
5º- Uma construção frásica comum é o típico: A gente opois fomos-s'imbora;
6º- Aquele animalzinho que a gente costuma comer no Natal é o pirúm;
7º- Quando prestamos atenção a uma coisa que estamos a ver, estamos a alservar;
8º- Se quisermos impor silêncio, é só exclamar: Tejem calades!
Se os meus amigos observadores se entretiverem através de um simples diálogo com esta tribo, poderão rapidamente concluir que a actividade considerada de maior high-profile dentro da subespécie é, definitivamente, o tuning de carros, e que os adereços mais chics são os típicos fios de ouro com as pulseiras de prata, que muitas vezes ostentam dentes perdidos na infância. Este hábito é reminiscente às primeiras épocas da vida humanam, A única diferença é que em vez de serem caninos de Smilodons são molares com cáries.
De qualquer das formas, a identificação de um Etnografídeo pode ser feita à distância devido ao seu grito de localização: trata-se de tentar manter um diálogo quando os seus interlocutores estão a 400 metros de distância entre si. Para isto, servem-se de amplificadores naturais de voz, expansores já instalados nas cordas vocais, que aumentam o seu berro exponencialmente. Por vezes a comunicação torna-se difícil, devido aos naturais atrasos da propagação das ondas de som no próprio ar. Uma conversa utilizando o grito de localização pode ter por tema as horas da "carreira", ou até mesmo a que horas é a aula de Matemática. "Rais partem o home!" é o final da discussão, caso o tema tenha sido o último mencionado.
Finalmente, esta misteriosa tribo é bastante dada à bisbilhotice e adora falar quando podia estar calada.
Portanto, já repararam que eu escrevi esta tese só mesmo para me vingar de certas e determinadas pessoas (eheheh!). Para terminar, gostaria apenas de transcrever uma frase dedicada a mim, que uma Etnografídea convicta proferiu numa lendária aula de T.L.B. do ano passado:
Se os meus amigos observadores se entretiverem através de um simples diálogo com esta tribo, poderão rapidamente concluir que a actividade considerada de maior high-profile dentro da subespécie é, definitivamente, o tuning de carros, e que os adereços mais chics são os típicos fios de ouro com as pulseiras de prata, que muitas vezes ostentam dentes perdidos na infância. Este hábito é reminiscente às primeiras épocas da vida humanam, A única diferença é que em vez de serem caninos de Smilodons são molares com cáries.
De qualquer das formas, a identificação de um Etnografídeo pode ser feita à distância devido ao seu grito de localização: trata-se de tentar manter um diálogo quando os seus interlocutores estão a 400 metros de distância entre si. Para isto, servem-se de amplificadores naturais de voz, expansores já instalados nas cordas vocais, que aumentam o seu berro exponencialmente. Por vezes a comunicação torna-se difícil, devido aos naturais atrasos da propagação das ondas de som no próprio ar. Uma conversa utilizando o grito de localização pode ter por tema as horas da "carreira", ou até mesmo a que horas é a aula de Matemática. "Rais partem o home!" é o final da discussão, caso o tema tenha sido o último mencionado.
Finalmente, esta misteriosa tribo é bastante dada à bisbilhotice e adora falar quando podia estar calada.
Portanto, já repararam que eu escrevi esta tese só mesmo para me vingar de certas e determinadas pessoas (eheheh!). Para terminar, gostaria apenas de transcrever uma frase dedicada a mim, que uma Etnografídea convicta proferiu numa lendária aula de T.L.B. do ano passado:
"Oh Davide... ah, este rapá deve ter batide com a cabeça na
Internete, ô lá o qué aquile! Tá tonte!"
Bater com a cabeça na Internet é positivo. Esta nova subspécie humana é bastante interessante. E fui eu que a identifiquei. O meu nome devia estar num Hall of Fame. Por isso não se esqueçam: se quiserem ser científicos, refiram-se a esta subspécie como:
Homo sapiens ethnographydius, Trinc. 2004
And that, as they say, is that.
1 comentário:
David os etnografídios xtao por todo o lado!!! A mh turma e cmpletamnt "etnografica"!! e verdd!!loool
dvias ter uma xtrela no passeio d fama por xta descoberta!! exta xpecie passou~despercebida por varios anos!!! xao piores k as formigas..xtao em todo lado!! "eh eh ospois agente e k fala mal dos outres!" looooooooooool
bj
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