(Aviso desde já que a seguinte descrição desta entidade diabólica que vagueia pelos longos e numerosos corredores do centro de recursos pode ofender susceptibilidades. Ok, não pode, mas é no mínimo estranha.)
É um morcego? É um esqueleto que regressou à vida? É a mais recente ressurreição de Drácula? NÃO! É algo muito mais terrível, demoníaco e assustador: é o Sr. Ricardo, o tão sociável funcionário da biblioteca da escola!
Quem não o vê na sua hora de entrada? As luzes apagam-se, as janelas abrem de par em par, os computadores encravam! (Hmm, esqueçam, aqueles computadores estão sempre encravados). O silêncio instala-se, e a única coisa que se ouve pelas extensas divisões do CRE/BE é o ecoar dos seus passos, seguidos de um ou outro grunhido, qual troll.
É esta personagem que acusa as pessoas que só sabem escrever no Word de andarem a configurar mal as BIOS, e de deliberadamente formatarem os computadores. "Vocês são todos impossíveis", guincha ele naquele tom vampiresco que faz arrepiar qualquer célula nervosa.
Adora expulsar alunos e dizer: "Esta mesa vai toda lá para fora". Ora, ou muito me engano, ou ele não é propriamente o incrível Hulk, que pega numa estante e arremessa-a pela janela. Mas de qualquer das formas, toda a gente se assusta quando o vê a aproximar-se ao mesmo tempo que coça as partes baixas.
Este ser das trevas obriga-nos a preencher quase um impresso do I.R.S. só para requisitarmos um livro, e quando vê que há poucos alunos para ele torturar, põe-se a ler revistas e jornais que mais ninguém lê, tipo a Vaca Leiteira.
No fundo deve ser temido e respeitado, porque nunca se sabe se algum dia nos lança alguma praga que resulte na nossa extinção.
Tenham medo, tenham muito medo!
domingo, maio 23, 2004
sexta-feira, maio 21, 2004
O meu Professor de Matemática
(Da maneira que isto anda, se algum professor descobre este blog levo com um processo disciplinar em cima que até vou. Mas pronto, adiante.)
O meu professor de Matemática devia ver muitos desenhos animados em criança porque a escrever a matéria e a explicar-nos as coisas no quadro parece o Flash. Se algum desprevenido, ao passear pelo liceu (esperem, agora vamos fazer de conta que dá para fazer grandes caminhadas pelo liceu fora) sente uma breve aragem, que passa a um vento forte, e em seguida a um furacão que dois segundos depois desaparece, não se assuste: o professor em questão acaba de passar ao lado. Aí vai ele, a acelerar fundo até à sala.
Frases como: "posso mas não me apetece", "no teste sai um exercício assim, mas mais difícil" são respostas que podemos ouvir de vez em quando. A maioria são de perguntas feitas pela Daniela, no fim de corrigir o T.P.C., o teste, os exercícios da aula e apagar o quadro duas vezes antes de se sentar e dar um grande suspiro apaixonado. Mesmo assim, temos muita oportunidade de participação na aula, se andarmos a comer Pentiuns 4 ao pequeno almoço.
É um grande fã do humor inglês, o que resulta em metade da turma a olhar para ele à espera que ele explique a piada. Também gosta muito de mandar bocas aos adeptos do Sporting, e ainda mais de discutir marcas novas de calculadoras e títulos de livros de exercícios com a Diana.
Bem lá no fundo, é um rebelde, porque às vezes vem de mota para a escola e gosta de surpreender toda a gente com os seus magníficos exercícios de teste, inventados por ele próprio e que os resolveu, "em casa, em 15 minutos". Acho também que a sua maior ambição na vida deve ser bater o Kasparov, e trazer glória ao seu pensamento instantâneo.
O melhor deste professor: A sua famosa citação: "Eu não preciso que me assobiem para eu beber a água!" Now that is what I call a british joke.
O meu professor de Matemática devia ver muitos desenhos animados em criança porque a escrever a matéria e a explicar-nos as coisas no quadro parece o Flash. Se algum desprevenido, ao passear pelo liceu (esperem, agora vamos fazer de conta que dá para fazer grandes caminhadas pelo liceu fora) sente uma breve aragem, que passa a um vento forte, e em seguida a um furacão que dois segundos depois desaparece, não se assuste: o professor em questão acaba de passar ao lado. Aí vai ele, a acelerar fundo até à sala.
Frases como: "posso mas não me apetece", "no teste sai um exercício assim, mas mais difícil" são respostas que podemos ouvir de vez em quando. A maioria são de perguntas feitas pela Daniela, no fim de corrigir o T.P.C., o teste, os exercícios da aula e apagar o quadro duas vezes antes de se sentar e dar um grande suspiro apaixonado. Mesmo assim, temos muita oportunidade de participação na aula, se andarmos a comer Pentiuns 4 ao pequeno almoço.
É um grande fã do humor inglês, o que resulta em metade da turma a olhar para ele à espera que ele explique a piada. Também gosta muito de mandar bocas aos adeptos do Sporting, e ainda mais de discutir marcas novas de calculadoras e títulos de livros de exercícios com a Diana.
Bem lá no fundo, é um rebelde, porque às vezes vem de mota para a escola e gosta de surpreender toda a gente com os seus magníficos exercícios de teste, inventados por ele próprio e que os resolveu, "em casa, em 15 minutos". Acho também que a sua maior ambição na vida deve ser bater o Kasparov, e trazer glória ao seu pensamento instantâneo.
O melhor deste professor: A sua famosa citação: "Eu não preciso que me assobiem para eu beber a água!" Now that is what I call a british joke.
terça-feira, maio 18, 2004
O meu Professor de Introdução à Filosofia
(Sou a única pessoa deste blog, é claro que é feito por mim. E se calhar também a única que tem paciência para o ler.)
O meu professor de Filosofia é porreiraço, principalmente porque fiz uma caricatura descarada dele em que tinha o cabelo branco, e até nem se zangou...muito. Quando tinha a minha idade devia ser um "Ganda Maluco". Eu ponho entre aspas porque provavelmente no tempo dele o que se dizia mais era "Ganda Hippie!" ou "Ganda Revolucionário!"
Aprecia bastante dizer mal dos americanos, do governo, e da Coca-Cola Light. No fundo, é um analítico.
Este professor tem tendência para ir buscar as palavras todas ao étimo latino ou grego, por isso não nos admiramos quando se põe a falar em "Pólícia", "Démóscrácia"; também gosta muito de trocar as sílabas, tipo "troncário" ou em dizer "Sumario" em vez de Sumário. Dá um toque muito mais intelectual. Ok, o facto de dizer "página nasventas" nem por isso. Mas também ninguém se importa.
É graças a esta pessoa que sabemos que não poderemos entrar para o curso A, B, C ou D por causa dos indivíduos A, B, C e D que perturbam o funcionamento das aulas. Também não gosta nada de comparar resultados, "mas os alunos da turma A obtêm melhores notas".
Adora bater com as mãos no quadro para nos explicar a matéria e de revolvê-las para interligar conceitos. Deve ser um bom jogador táctico, porque tem muita sinalética.
O melhor deste professor: O Hino da França que canta para nos despachar dos testes. É um verdadeiro ídolo.
O meu professor de Filosofia é porreiraço, principalmente porque fiz uma caricatura descarada dele em que tinha o cabelo branco, e até nem se zangou...muito. Quando tinha a minha idade devia ser um "Ganda Maluco". Eu ponho entre aspas porque provavelmente no tempo dele o que se dizia mais era "Ganda Hippie!" ou "Ganda Revolucionário!"
Aprecia bastante dizer mal dos americanos, do governo, e da Coca-Cola Light. No fundo, é um analítico.
Este professor tem tendência para ir buscar as palavras todas ao étimo latino ou grego, por isso não nos admiramos quando se põe a falar em "Pólícia", "Démóscrácia"; também gosta muito de trocar as sílabas, tipo "troncário" ou em dizer "Sumario" em vez de Sumário. Dá um toque muito mais intelectual. Ok, o facto de dizer "página nasventas" nem por isso. Mas também ninguém se importa.
É graças a esta pessoa que sabemos que não poderemos entrar para o curso A, B, C ou D por causa dos indivíduos A, B, C e D que perturbam o funcionamento das aulas. Também não gosta nada de comparar resultados, "mas os alunos da turma A obtêm melhores notas".
Adora bater com as mãos no quadro para nos explicar a matéria e de revolvê-las para interligar conceitos. Deve ser um bom jogador táctico, porque tem muita sinalética.
O melhor deste professor: O Hino da França que canta para nos despachar dos testes. É um verdadeiro ídolo.
segunda-feira, maio 17, 2004
A minha Professora de Português
(Quem é que acham que haveria de ser a escrever esta treta?)
A minha professora de Português (B) é muito simpática. Chama-nos todos sempre "meus queridos", "meu amores" e está sempre a pedir-nos para ficarmos caladinhos e "todos perfilados".
Ela usa uma caneta de cada cor para escrever o sumário de cada turma. A nossa caneta é a púrpura, que cheira a lavanda, que é para não haver enganos.
Um facto interessante é quando o António espirra, vai para a rua, e mesmo que a Joana lhe pegue fogo à saia, consegue hipnotizá-la ou assim, porque nunca lhe acontece nada. Gostamos muito da nossa professora!
É só de notar que estou a dizer isto da Joana porque ela me defendeu tão bem ao dizer que o papel que eu tinha feito com uma caricatura da nossa querida tutora "vinha da minha mesa". Eu sou um rapaz muito brincalhão, aquilo tudo foi uma brincadeira, não queria ofender ninguém. Graças à Joana se calhar ofendi mesmo. Mas a Joana Pipoca já é assim de natureza, e é graças a isso que a turma A é sempre a preferida.
Agora a professora disse-nos para a caricaturarmos com verdades, e uma verdade é que ela está sempre a perguntar se concordamos com alguma coisa. Quando não percebemos nada é difícil não concordar, por isso acho que sim, é um bom retrato. Também só não concorda quem quer.
Às vezes recebemos umas fichazinhas com a matéria. São fichas muito pequeninas, que procuram não ultrapassar as 47 páginas de cada texto. Algumas têm informações a bold, como é designado. Apreciamos bastante as fichas que recebemos, principalmente porque todos os anos temos que largar para aí 1 Euro em fotocópias de 5 tostões cada.
O melhor desta professora: O facto de me chamar com aquele último "d" mudo; o resultado é "Davi", à francesa. Très chic.
A minha professora de Português (B) é muito simpática. Chama-nos todos sempre "meus queridos", "meu amores" e está sempre a pedir-nos para ficarmos caladinhos e "todos perfilados".
Ela usa uma caneta de cada cor para escrever o sumário de cada turma. A nossa caneta é a púrpura, que cheira a lavanda, que é para não haver enganos.
Um facto interessante é quando o António espirra, vai para a rua, e mesmo que a Joana lhe pegue fogo à saia, consegue hipnotizá-la ou assim, porque nunca lhe acontece nada. Gostamos muito da nossa professora!
É só de notar que estou a dizer isto da Joana porque ela me defendeu tão bem ao dizer que o papel que eu tinha feito com uma caricatura da nossa querida tutora "vinha da minha mesa". Eu sou um rapaz muito brincalhão, aquilo tudo foi uma brincadeira, não queria ofender ninguém. Graças à Joana se calhar ofendi mesmo. Mas a Joana Pipoca já é assim de natureza, e é graças a isso que a turma A é sempre a preferida.
Agora a professora disse-nos para a caricaturarmos com verdades, e uma verdade é que ela está sempre a perguntar se concordamos com alguma coisa. Quando não percebemos nada é difícil não concordar, por isso acho que sim, é um bom retrato. Também só não concorda quem quer.
Às vezes recebemos umas fichazinhas com a matéria. São fichas muito pequeninas, que procuram não ultrapassar as 47 páginas de cada texto. Algumas têm informações a bold, como é designado. Apreciamos bastante as fichas que recebemos, principalmente porque todos os anos temos que largar para aí 1 Euro em fotocópias de 5 tostões cada.
O melhor desta professora: O facto de me chamar com aquele último "d" mudo; o resultado é "Davi", à francesa. Très chic.
As Magníficas Caricaturas
Este post inicia uma série de outros mais com um único tema: caricaturar algumas personagens à minha volta do meu 11º ano. assim, a partir daqui, verão algumas das mais mediáticas pessoas que atravessam o meu quotidiano, e que são no mínimo, peculiares. No fundo, isto é só mesmo o meu ponto de vista acerca do meu pequeno grande mundo.
quinta-feira, maio 13, 2004
"Acudem!"
Desenvolvi uma nova teoria: as pastilhas elásticas são o motor secreto para o apocalipse e para a extinção da espécie humana tal como a conhecemos.
Não há alma nenhum neste mundo que num belo dia de sol, ao passear ou a correr por essas ruas fora, que não tenha muito ligeiramente deslocado o seu pé para cima de um desses objectos de destruição.
O pior é que aquela porcaria não sai, é sempre preciso um galho, uma folha, a mão de outro tipo que tenha coragem de mexer, uma pedra com uma ponta mais afiada...
Agora o pior é quando se vê alguma vítima destes acidentes a raspar com toda a força os pés na relva a ver se sai alguma coisa. Eu não sei se apercebem, mas aquilo não funciona: ficam com as solas todas verdes, matam sempre um bicho ou outro, estão a arrastar as plantas todas com eles e a estragar espaços verdes, que neste mundo tão industrializado é coisa rara. É asustador pensar que daqui a uns anos, o pessoal que raspa os pés na relva já deu cabo de mais de metade da área florestal mundial. Vamos todos ficar a viver em condições míseres, sem oxigénio,em casinhas e cidades com ar fornecido artificialmente, e não há reportagem foleira da TV que nos valha. Tudo por causa das pastilhas no chão! Ou então das pessoas que já as começavam a pôr no lixo.
"Fujem, fujem, elas andem aí!"
Não há alma nenhum neste mundo que num belo dia de sol, ao passear ou a correr por essas ruas fora, que não tenha muito ligeiramente deslocado o seu pé para cima de um desses objectos de destruição.
O pior é que aquela porcaria não sai, é sempre preciso um galho, uma folha, a mão de outro tipo que tenha coragem de mexer, uma pedra com uma ponta mais afiada...
Agora o pior é quando se vê alguma vítima destes acidentes a raspar com toda a força os pés na relva a ver se sai alguma coisa. Eu não sei se apercebem, mas aquilo não funciona: ficam com as solas todas verdes, matam sempre um bicho ou outro, estão a arrastar as plantas todas com eles e a estragar espaços verdes, que neste mundo tão industrializado é coisa rara. É asustador pensar que daqui a uns anos, o pessoal que raspa os pés na relva já deu cabo de mais de metade da área florestal mundial. Vamos todos ficar a viver em condições míseres, sem oxigénio,em casinhas e cidades com ar fornecido artificialmente, e não há reportagem foleira da TV que nos valha. Tudo por causa das pastilhas no chão! Ou então das pessoas que já as começavam a pôr no lixo.
"Fujem, fujem, elas andem aí!"
quarta-feira, maio 12, 2004
A medida certa
Anda por aí muito boa a gente a acusar os videojogos e as "coisas dos jovens" de serem fonte de inspiração para os jovens cometerem os mais variados crimes. Eu sinceramente tenho as minhas dúvidas: o que é que porá mais ideias homicidas na influênciável cabeça dos adolescentes? Grand Theft Auto ou uma maratona de Vidas Reais?
Bem, mas os principais responsáveis, esses, vão desde os eternos culpados videojogos, até grupos musicais ou cantores a solo um pouco mais... picantes, passando pelas actrizes de cinema mais malandrecas. Lucy Liu incluída. Não me posso esquecer dos Anjos de Charlie, não não... Jesus, a menina é mesmo mazona. Erehm, isso agora não interessa, adiante.
Graças a isto, toda a gente concorda que estamos no fim do Mundo, anda sempre tudo muito frustrado, e por aí se fica. Compreensão dos factos nem vê-la. Tudo muito sintético, tudo muito "analítico". Ok, também não há nada para analisar no peito da Cameron Diaz. Aquilo não é ciência, é arte. O quê? Pelo menos sou honesto.
No fundo, cá para mim, isto tudo da violência é um bocado para o treta. A sério! Claro que aquilo que vemos, ouvimos e jogamos nos pode influenciarcomo tudo na vida. Aliás, se não o fizesse, as coisas não se vendiam. A verdade é que se vendem. E o que eu gosto muito, e se posso, compro. As gémeas Olsen é que não, coitadinhas. Some things are just priceless.
Cada vez que ligo a televisão, tenho duas escolhas: ou ligo a consola, ou mudo para um programa qualquer; no fundo, a quantidade de "violência" que uma ou outra coisa me pode transmitir é praticamente a mesma. Além do mais, tal como tudo depende dos programas que se vê, as coisas também são relativas ao jogo que se joga, à música que se ouve ou ao filme a que se assiste. E se no filme entra uma moçoila mais engraçadita...
Bem, começo por ligar a televisão. Imagens de pessoas a sofrer, da guerra, da injustiça... etc, etc ,etc. "Tudo isto afinal faz parte do mundo real", é uma frase que eu tenho ouvido bastante ultimamente, e é claro que concordo. Mas nunca de forma sistemática. Às vezes há situações bem graves que merecem ser relatadas ou noticiadas. Agora quando digo noticiadas, não digo especiais de 3 horas a incidir em todos os pormenores da vida pessoal de toda a gente. Não, digo apenas uma informação um bocadinho mais para o objectiva. Afinal, é essa a função do jornalismo.
Isto é só a minha opinião, é óbvio. Não sou ninguém para andar a dizer mal a torto e a direito dos media, apenas acho que há exageros. Porque coisas terríveis e chocantes acontecem neste mundo todos os dias. Porque críticas há muitas mas soluções nem por isso. No fundo, porque vivemos na sociedade em que vivemos, e por mais que tentemos mudar, e por muito que nos custe, temos que aprender a aceitar que nem tudo é um mar de rosas. Nem aqui nem no resto do Globo.
O que eu acho incrível é o facto de por vezes ver pessoas terrivelmente angustiadas com alguma coisa que viram ou leram, algures nas notícias. As imagens e os relatos de barbaridades cometidas acabam por nos afectar a todos. Agora só gostaria de saber é o que esta geração dita "encalhada" entre música e videojogos, entre Internet e Blockbusters (Hmm, Lucy Liu...) pode ser considerada violenta por simplesmente gostar de coisas do seu tempo. Afinal, parece que a falta de respeito, a agressividade e a descriminação conseguem chegar a todos, e com força. Basta ligar a televisão, abrir o jornal, ou sair à rua.
Há que aprender a separar aquilo que é saudável do que nos pode afectar o estado de espírito. Porque simplesmente estar informado não significa estar angustiado ou sentir-se profundamente influenciado. Mesmo que seja difícil. Afinal de contas, tudo na vida faz bem, desde que seja na medida certa.
Bem, mas os principais responsáveis, esses, vão desde os eternos culpados videojogos, até grupos musicais ou cantores a solo um pouco mais... picantes, passando pelas actrizes de cinema mais malandrecas. Lucy Liu incluída. Não me posso esquecer dos Anjos de Charlie, não não... Jesus, a menina é mesmo mazona. Erehm, isso agora não interessa, adiante.
Graças a isto, toda a gente concorda que estamos no fim do Mundo, anda sempre tudo muito frustrado, e por aí se fica. Compreensão dos factos nem vê-la. Tudo muito sintético, tudo muito "analítico". Ok, também não há nada para analisar no peito da Cameron Diaz. Aquilo não é ciência, é arte. O quê? Pelo menos sou honesto.
No fundo, cá para mim, isto tudo da violência é um bocado para o treta. A sério! Claro que aquilo que vemos, ouvimos e jogamos nos pode influenciarcomo tudo na vida. Aliás, se não o fizesse, as coisas não se vendiam. A verdade é que se vendem. E o que eu gosto muito, e se posso, compro. As gémeas Olsen é que não, coitadinhas. Some things are just priceless.
Cada vez que ligo a televisão, tenho duas escolhas: ou ligo a consola, ou mudo para um programa qualquer; no fundo, a quantidade de "violência" que uma ou outra coisa me pode transmitir é praticamente a mesma. Além do mais, tal como tudo depende dos programas que se vê, as coisas também são relativas ao jogo que se joga, à música que se ouve ou ao filme a que se assiste. E se no filme entra uma moçoila mais engraçadita...
Bem, começo por ligar a televisão. Imagens de pessoas a sofrer, da guerra, da injustiça... etc, etc ,etc. "Tudo isto afinal faz parte do mundo real", é uma frase que eu tenho ouvido bastante ultimamente, e é claro que concordo. Mas nunca de forma sistemática. Às vezes há situações bem graves que merecem ser relatadas ou noticiadas. Agora quando digo noticiadas, não digo especiais de 3 horas a incidir em todos os pormenores da vida pessoal de toda a gente. Não, digo apenas uma informação um bocadinho mais para o objectiva. Afinal, é essa a função do jornalismo.
Isto é só a minha opinião, é óbvio. Não sou ninguém para andar a dizer mal a torto e a direito dos media, apenas acho que há exageros. Porque coisas terríveis e chocantes acontecem neste mundo todos os dias. Porque críticas há muitas mas soluções nem por isso. No fundo, porque vivemos na sociedade em que vivemos, e por mais que tentemos mudar, e por muito que nos custe, temos que aprender a aceitar que nem tudo é um mar de rosas. Nem aqui nem no resto do Globo.
O que eu acho incrível é o facto de por vezes ver pessoas terrivelmente angustiadas com alguma coisa que viram ou leram, algures nas notícias. As imagens e os relatos de barbaridades cometidas acabam por nos afectar a todos. Agora só gostaria de saber é o que esta geração dita "encalhada" entre música e videojogos, entre Internet e Blockbusters (Hmm, Lucy Liu...) pode ser considerada violenta por simplesmente gostar de coisas do seu tempo. Afinal, parece que a falta de respeito, a agressividade e a descriminação conseguem chegar a todos, e com força. Basta ligar a televisão, abrir o jornal, ou sair à rua.
Há que aprender a separar aquilo que é saudável do que nos pode afectar o estado de espírito. Porque simplesmente estar informado não significa estar angustiado ou sentir-se profundamente influenciado. Mesmo que seja difícil. Afinal de contas, tudo na vida faz bem, desde que seja na medida certa.
segunda-feira, maio 10, 2004
O que era, o que era?
Se há coisas que mancham o bom nome da civilização ocidental, então Xau e os seus mais fantásticos anúncios estão definitivamente no topo da lista.
Tudo começa com um monte de senhoras que de certeza não têm loiça para lavar nem comida para fornecer ao pessoal que trabalha lá de casa, porque passam um dia inteiro na sala de condomínio ou no Parque das Nações. Atiram-lhes para cima delas café, vinho, comida mastigada, comida vomitada, comida digerida, e para finalizar, o belo de um balde cheio de tintura de iodo ou qualquer coisa assim, que desapareça mal entre em contacto com detergente.
Põem a roupa toda dentro de uma máquina cuja marca que nunca sabemos (o que eu acho mal, porque não era a minha pessoa que punha lá umas Levi's sem sequer saber a que temperatura iam ser lavadas nem como) e pronto. Enquanto esperam pelo fim do serviço, vestem-se com umas t-shirtzinhas oferecidas pela produção, mais um pouco com XAU estampado nas costas. E já vão ver porquê.
Passam-se alguns segundos...
Meus amigos, e é neste momento que ficamos a pensar "Engole-nos, terra!"
Quando a roupa sai, fantástico, está lavadinha! Pode estar toda debotada, porque havia alguém que insitiu pôr um belo par de meias encarnadas, mas está fantasticamente limpa! Mas não ficamos só por aqui! Toda a gente insiste sempre naquele "cheirinho a roupa lavada!".
É assim, acabaram de tirar roupa de dentro de uma máquina de lavar roupa, queriam o quê, que cheirasse a bosta, não?
No fim, o apresentador tira muito misteriosamente a "venda" da caixa do detergente, e toda a gente exclama "Ah, era Xau!". Não desfazendo o talento pessoal das participantes, eu cá acho que com aquela emoção toda a representar, bem que um canal qualquer de televisão as podia contratar para mais uma novela. A t-shir com o slogan nas costas até poderia ganhar reputação. Imagine-se uma festa do jet-set onde a palavra de honra é t-shirt XAU... definitivamente um sucesso estrondoso.
Tudo começa com um monte de senhoras que de certeza não têm loiça para lavar nem comida para fornecer ao pessoal que trabalha lá de casa, porque passam um dia inteiro na sala de condomínio ou no Parque das Nações. Atiram-lhes para cima delas café, vinho, comida mastigada, comida vomitada, comida digerida, e para finalizar, o belo de um balde cheio de tintura de iodo ou qualquer coisa assim, que desapareça mal entre em contacto com detergente.
Põem a roupa toda dentro de uma máquina cuja marca que nunca sabemos (o que eu acho mal, porque não era a minha pessoa que punha lá umas Levi's sem sequer saber a que temperatura iam ser lavadas nem como) e pronto. Enquanto esperam pelo fim do serviço, vestem-se com umas t-shirtzinhas oferecidas pela produção, mais um pouco com XAU estampado nas costas. E já vão ver porquê.
Passam-se alguns segundos...
Meus amigos, e é neste momento que ficamos a pensar "Engole-nos, terra!"
Quando a roupa sai, fantástico, está lavadinha! Pode estar toda debotada, porque havia alguém que insitiu pôr um belo par de meias encarnadas, mas está fantasticamente limpa! Mas não ficamos só por aqui! Toda a gente insiste sempre naquele "cheirinho a roupa lavada!".
É assim, acabaram de tirar roupa de dentro de uma máquina de lavar roupa, queriam o quê, que cheirasse a bosta, não?
No fim, o apresentador tira muito misteriosamente a "venda" da caixa do detergente, e toda a gente exclama "Ah, era Xau!". Não desfazendo o talento pessoal das participantes, eu cá acho que com aquela emoção toda a representar, bem que um canal qualquer de televisão as podia contratar para mais uma novela. A t-shir com o slogan nas costas até poderia ganhar reputação. Imagine-se uma festa do jet-set onde a palavra de honra é t-shirt XAU... definitivamente um sucesso estrondoso.
sexta-feira, maio 07, 2004
Agora sim, estou protegido!
Existe uma coisa que eu nunca cheguei a perceber. Anda muito na moda toda a gente comer iogurtes com bactérias do tipo L. casei imunitass ou Lactobaccilus fortis.
Acho que com as doenças primaveris que já devem andar por aí, o pessoal já está a "reforçar as suas defesas naturais". Agora, o que era escusado era aquela bola que fica à volta das pessoas quando bebem Actimel. Ainda por cima com aquele sonzinho ao mais maravilhoso estilo de Star Wars: "Tzzzz tzzz", e pronto, a pessoa está pronta para enfrentar monstros microbianos como maçãs caídas no chão, miúdos a chafurdarem-se na lama, businadelas das pessoas que estão nos carros atrás, etc.
Agora o que também intriga é como as pessoas se cumprimentam ou dão beijos quando estão envolvidas por uma bolha irritante que não as deixa sequer comer torradas à vontade.
O que me deixa verdadeiramente incomodado é o facto de ver as mais fantásticas lógicas envolvidas nos anúncios, estilo: "Ora, se eu estou a reforçar as minhas defesas naturais, eu sou mais feliz!"
É bom contentarmo-nos com pouco. Faz-nos mais humildes. Não há mentira nenhuma nisso.. MAS REFORÇAR AS DEFESAS NATURAIS É ASSIM MOTIVO DE TANTA ALEGRIA?
Enfim, cada um com os seus, e o que se sabe é que pelos vistos os anuncios fazem muito mas muito sucesso. Já estou é a imaginar a próxima campanha de marketing: aquelas meias com solinha de borracha. Imaginem só como ficariam os anúncios.
Parece que já estou a ver as criancinhas aos saltos por toda a casa, bem reforçadas nos pés, a dar pontapés nos pais, enquanto que estes dizem: "Ah, agora sim, estamos protegidos!"
Acho que com as doenças primaveris que já devem andar por aí, o pessoal já está a "reforçar as suas defesas naturais". Agora, o que era escusado era aquela bola que fica à volta das pessoas quando bebem Actimel. Ainda por cima com aquele sonzinho ao mais maravilhoso estilo de Star Wars: "Tzzzz tzzz", e pronto, a pessoa está pronta para enfrentar monstros microbianos como maçãs caídas no chão, miúdos a chafurdarem-se na lama, businadelas das pessoas que estão nos carros atrás, etc.
Agora o que também intriga é como as pessoas se cumprimentam ou dão beijos quando estão envolvidas por uma bolha irritante que não as deixa sequer comer torradas à vontade.
O que me deixa verdadeiramente incomodado é o facto de ver as mais fantásticas lógicas envolvidas nos anúncios, estilo: "Ora, se eu estou a reforçar as minhas defesas naturais, eu sou mais feliz!"
É bom contentarmo-nos com pouco. Faz-nos mais humildes. Não há mentira nenhuma nisso.. MAS REFORÇAR AS DEFESAS NATURAIS É ASSIM MOTIVO DE TANTA ALEGRIA?
Enfim, cada um com os seus, e o que se sabe é que pelos vistos os anuncios fazem muito mas muito sucesso. Já estou é a imaginar a próxima campanha de marketing: aquelas meias com solinha de borracha. Imaginem só como ficariam os anúncios.
Parece que já estou a ver as criancinhas aos saltos por toda a casa, bem reforçadas nos pés, a dar pontapés nos pais, enquanto que estes dizem: "Ah, agora sim, estamos protegidos!"
Beggining
Belo blog, este. Basicamente uma bela invenção minha, espero então ir escrevendo o que se passa no meu mundo, na minha visão, de alguém que tão depressa vê o seu mundo mudar. Vida dura, aos 17 anos!
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