Eu gosto muito de mudar de nacionalidade. Às vezes sabe bem poder dizer que no meu país não mandam os cientistas para o catano nem se comem coisas tão inverosímeis como folhados mistos. É por isso que esta semana fui argentino durante 2 minutos e 57 segundos: este foi exactamente o tempo de vida que perdi a observar um episódio na novela infanto-juvenil importada para a Sic(k), Floribella. E aí vi que outras vezes ser português não é assim tão assustador. Só ocasionalmente.
Mesmo assim, não vou fazer como o resto da populaça blogueira e criticar a saga da mocinha que parece uma versão morcona da Agatha Ruiz de La Prada, nem pensar. Eu, como bom jovem que sou, venho até glorificar esta tremenda produção televisiva. Já era finalmente tempo dos miúdos pararem de ouvir as baboseiras dos Morangos com Açúcar para começarem a interessar-se por coisas muito mais maduras como cristais mágicos, fadas do vento e trânsito das classes sociais. Acho que todos estes são pontos fulcrais que precisavam de ser sobranceiramente abordados.
Pelo que conheço, Floribella conta a história de uma menina pobrezinha mas feliz que trabalha para uma família rica. Alto: logo aqui somos transportados para um imaginário altamente original a nível de enredo. Isto é daqueles que nem sabemos se a personagem aterra no chão se se desequilibrar. A própria protagonista é curiosa: reparem que, mesmo tendo sotaque do Norte, a gaiata não manda as pessoas para o caraças por lhe chamarem trinca-espinhas. Isto é muito peculiar visto que parece ter havido uma falha por parte dos argumentistas, mesmo que eles falem espanhol. Eu sou magrinho e odeio de morte quem me chame trinca-espinhas, quanto mais outros nomes. Se fosse à Flor com certeza mandaria a boazona convencida que namora com o dono da mansão ir para uma certa parte anatómica, ainda que isso obrigasse a um tom ligeiramente brejeiro.
Todavia penso que o elemento principal da novela da Sic é a caracterização: aquela gente se se vira para um lado vê flores, se se vira para outro vê arcos-íris. Cores, luzes e alucinações. Não há meio termo, mas também é assim que as coisas também devem ser lá para América do Sul. A estabilidade política, como tudo, deve ter um preço. Pelos vistos na Argentina também.
Pelo que conheço, Floribella conta a história de uma menina pobrezinha mas feliz que trabalha para uma família rica. Alto: logo aqui somos transportados para um imaginário altamente original a nível de enredo. Isto é daqueles que nem sabemos se a personagem aterra no chão se se desequilibrar. A própria protagonista é curiosa: reparem que, mesmo tendo sotaque do Norte, a gaiata não manda as pessoas para o caraças por lhe chamarem trinca-espinhas. Isto é muito peculiar visto que parece ter havido uma falha por parte dos argumentistas, mesmo que eles falem espanhol. Eu sou magrinho e odeio de morte quem me chame trinca-espinhas, quanto mais outros nomes. Se fosse à Flor com certeza mandaria a boazona convencida que namora com o dono da mansão ir para uma certa parte anatómica, ainda que isso obrigasse a um tom ligeiramente brejeiro.
Todavia penso que o elemento principal da novela da Sic é a caracterização: aquela gente se se vira para um lado vê flores, se se vira para outro vê arcos-íris. Cores, luzes e alucinações. Não há meio termo, mas também é assim que as coisas também devem ser lá para América do Sul. A estabilidade política, como tudo, deve ter um preço. Pelos vistos na Argentina também.
Resumindo e concluindo: com esta iniciativa tão inovadora e aparvalhadamente colorida, das duas uma: ou o povo luso começa a sofrer massivamente de epiplepsia, ou vira gay. O prognóstico é reservado. Mas a novela, essa dá todos os dias. Por supuesto.