Já fui alvo de muitas críticas, umas boas, outras más, outras meio amaricadas porque não se percebe se são boas ou são más. A única coisa que começo a reparar é que o estilo de escrita determina imediatamente a quantidade e o tipo de prestígio que vamos ter. E toda a gente sabe que o prestígio é uma coisa tão boa. Por isso hoje vou ser cativante e mudar a minha esquizofrénica arte literária, sem sequer pensar primeiro no assunto. Vejamos exemplos.
Por exemplos,
Primeiro temos as pessoas que ganham muitos prémios porque escolheram arrotar para os pontos finais, sim eu disse arrotar,é que eu sou muito ilustrativo. E isto só me faz lembrar aquele dia em que me vi ao espelho, passados três quartos de hora para as três da tarde deste vinte e cinco de março de dois mil e seis e os meus olhos, tão bonitos que são de tão escuros que parecem, observavam languidamente o meu reflexo naquele vidro reflector que me mostra a vida, tal e qual como ela não é; Ah David, estás mais velho, diz-me a minha irmã, está parva hoje a minha irmã, Não estou nada, só estou mais crescido, respondo eu, Está bem, mas tens mais barba, Pois, também não sou assim tão subdesenvolvido, Olha o que é o almoço?, Sei lá, estou cá com uma determinada larica, Sim mas a gente por muito que sofra nunca diz a palavra larica, é pá soa mal, Ah diz sim, Não diz não, Diz sim, Não diz não, Vai dar uma curva, Olha vai tu, respondo eu, ou será a minha irmã? Não sei, eu já perdi um bocado o rumo da conversa porque comecei a escrever tudo numa frase, demorada e com muitos advérbios de modo, que é para perceberem que eu sou muito inteligente e assim posso fazer o que me apetecer das regras de pontuação; não, não estou a imitar ninguém, estou só a ser original.
Depois temos a chamada repetição esquizofrénica. Aquela que se repte quase de oração em oração
como uma bufa intelectual.
Quem me dera poder ser quando me apetecesse, livre e barulhento
como uma bufa intelectual.
Lembro-me de como as coisas eram quando eu era pequeno. Tudo era tão simples. Todo o mundo resumia-se a mim e aos naperons da sala de jantar da casa da minha avó. Os naperons são coisas tão bonitas. Mas agora ninguém gosta deles. É uma pena. Porque com eles eu desprendia-me e voava, voava na minha interminável imaginação
como uma bufa intelectual.
Este fluxo narrativo é no mínimo catártico. Ao mesmo tempo vejam só quão literário começa a fica este post à medida que eu emprego expressões profundas como "fluxo narrativo" e "bufa".
Mas eu podia.
Talvez um dia.
Escrever poesia.
Amar é sentir.
Sentir é picar.
Picar é aleijar.
Aleijar o lingrinhas.
Do nosso coração.
Isto não é um poema.
São frases muito curtinhas.
Seguidas de parágrafos.
Como se vê.
Nos blogues poéticos.
Que lá porque o Fernando Pessoa.
Não rimava sempre.
Não quer dizer.
Que tenhamos de escrever textos inteirinhos.
Só assim.
Vazios.
Ok, eu rendo-me, em última análise é-me impossível surpreeder a minha vasta gama de três leitores sem imitar alguém ou algumas coisas. Excepto no que toca ao emprego (e enfim, projecção) de "bufas intelectuais", obviamente isso é meu. Pode ser ligeiramente idiota, vá lá, mas é meu.
Apesar de tudo, honestamente não sei o que me vai acontecer enquanto pseudoescritor. Talvez um dia me ponha a discretear sobre malta super caturreira, divorciada e com montes de amigos que se encontram no Lux e se divertem imenso e comece a pensar que isto realmente não é para mim.
Better luck next time.
Por exemplos,
Primeiro temos as pessoas que ganham muitos prémios porque escolheram arrotar para os pontos finais, sim eu disse arrotar,é que eu sou muito ilustrativo. E isto só me faz lembrar aquele dia em que me vi ao espelho, passados três quartos de hora para as três da tarde deste vinte e cinco de março de dois mil e seis e os meus olhos, tão bonitos que são de tão escuros que parecem, observavam languidamente o meu reflexo naquele vidro reflector que me mostra a vida, tal e qual como ela não é; Ah David, estás mais velho, diz-me a minha irmã, está parva hoje a minha irmã, Não estou nada, só estou mais crescido, respondo eu, Está bem, mas tens mais barba, Pois, também não sou assim tão subdesenvolvido, Olha o que é o almoço?, Sei lá, estou cá com uma determinada larica, Sim mas a gente por muito que sofra nunca diz a palavra larica, é pá soa mal, Ah diz sim, Não diz não, Diz sim, Não diz não, Vai dar uma curva, Olha vai tu, respondo eu, ou será a minha irmã? Não sei, eu já perdi um bocado o rumo da conversa porque comecei a escrever tudo numa frase, demorada e com muitos advérbios de modo, que é para perceberem que eu sou muito inteligente e assim posso fazer o que me apetecer das regras de pontuação; não, não estou a imitar ninguém, estou só a ser original.
Depois temos a chamada repetição esquizofrénica. Aquela que se repte quase de oração em oração
como uma bufa intelectual.
Quem me dera poder ser quando me apetecesse, livre e barulhento
como uma bufa intelectual.
Lembro-me de como as coisas eram quando eu era pequeno. Tudo era tão simples. Todo o mundo resumia-se a mim e aos naperons da sala de jantar da casa da minha avó. Os naperons são coisas tão bonitas. Mas agora ninguém gosta deles. É uma pena. Porque com eles eu desprendia-me e voava, voava na minha interminável imaginação
como uma bufa intelectual.
Este fluxo narrativo é no mínimo catártico. Ao mesmo tempo vejam só quão literário começa a fica este post à medida que eu emprego expressões profundas como "fluxo narrativo" e "bufa".
Mas eu podia.
Talvez um dia.
Escrever poesia.
Amar é sentir.
Sentir é picar.
Picar é aleijar.
Aleijar o lingrinhas.
Do nosso coração.
Isto não é um poema.
São frases muito curtinhas.
Seguidas de parágrafos.
Como se vê.
Nos blogues poéticos.
Que lá porque o Fernando Pessoa.
Não rimava sempre.
Não quer dizer.
Que tenhamos de escrever textos inteirinhos.
Só assim.
Vazios.
Ok, eu rendo-me, em última análise é-me impossível surpreeder a minha vasta gama de três leitores sem imitar alguém ou algumas coisas. Excepto no que toca ao emprego (e enfim, projecção) de "bufas intelectuais", obviamente isso é meu. Pode ser ligeiramente idiota, vá lá, mas é meu.
Apesar de tudo, honestamente não sei o que me vai acontecer enquanto pseudoescritor. Talvez um dia me ponha a discretear sobre malta super caturreira, divorciada e com montes de amigos que se encontram no Lux e se divertem imenso e comece a pensar que isto realmente não é para mim.
Better luck next time.
2 comentários:
Tb há aqeles que escrevem do genero: ".... Sim, e eu nao digo isto porque (blablablabla) .... Sim, foi o que ela disse."
pronto o pormenor do sim virgula ah e tal.. ja vi mts escreverem assim, o pior é que depois apanhei esse vicio..se é que posso chamar a isto um vicio.. :L
Apesar dos textos serem sempreeee grandes rio-me à fartazana com eles.... Poix... serei assim tão incúlta!?!? SOU! hehehehehe :p
Boa sorte com a tua pseudo carreira de escritor!!!!
E, não esquecendo a Sabedoria Popular: "quem corre por gosto não cança" :p ou será cansa?....... :p Eu tenho algumas guerras pessoais :p
bom... FUI! :p *
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