quinta-feira, agosto 16, 2007

Vodafone, viva o momento... pussy

Para mais informações, prima a tecla estrela. O que é a tecla estrela? Por acaso acha que sabemos? Nós não somos pagos para pensar porque é que o asterisco agora virou estrelinha. Não temos ar de filósofos. Cardinal é cardinal e estrela é estrela. Aceite a realidade e deixe-se de merdinhas homofóbicas. Para voltar a ouvir esta mensagem, prima a tecla bolinha.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Cenas sem impressão

Tipo, eu acho que há cenas bué de loucas que fazem bué impressão. Eu não curto nada de impressões, um gajo fica todo impressionado e o caraças. Puto, não tens noção, pá, não curto nada de cenas dessas. É bué má onda. Tipo, bute comprar cenas sem impressão. Baza, puto.

domingo, junho 17, 2007

Centésimo

Este é o post número cem.
Já escrevi cem coisas parvas desde que criei este blogue em tempos de liceu, e agora vejo as mil e uma diferenças que me separam dessa altura. Por exemplo, tenho menos borbulhas e uma voz um bocado mais estável, mas não dormi com a Christina Aguilera nem conquistei o Mundo com o meu exército de ninjas treinados. Ainda.

Como vêm, realismo não me falta. E maturidade emocional, essa, posso dar e vender. Então do que estão à espera para me darem o Nobel? Eu quero o Nobel. Agora. Olhem que faço birra e depois não durmo bem.

Mau.

sábado, abril 21, 2007

É que não me tocas (dessa maneira)

Sou contra a violência doméstica em qualquer sentido. Não sou moralista, mas afirmo com toda a convicção que um homem jamais tem o direito de maltratar a sua mulher, nem vice-versa. Contudo, abro uma grande excepção aos casais homossexuais, nomeadamente à relação lésbica.
Aí, sou a favor da violência doméstica. De preferência, a ser transmitida na televisão. Com geleia pelo meio. E a horas decentes, que eu tenho que me levantar cedo todos os dias.

Ai o que eu não gosto de tau tau no feminino.

quinta-feira, abril 19, 2007

Look honey, it's Emanuel

Eu gosto muito de um conceito que se chama comboios turísticos.

Os comboios turísticos são basicamente tractores muito grandes que em vez de levarem feno, levam burros a baterem palmas. Eu próprio sou um deles, admito-o: no que toca a convívio de todas as idades, eu sou um doidivanas. Sim, há quem prefira desportos radicais como B.A.S.E jumping, wakeboarding, até mesmo surf, mas nada me injecta mais adrenalina na corrente sanguínea do que uma bela viagem num veículo que não dá mais do que 40 quilómetros horários. É devastador. Aliás, ele há coisas neste fenómeno da voltinha turística que são bastante curiosas. Uma delas é o contraste entre, por exemplo, os comboios da Quarteira e de Vilamoura. Já alguma vez encontraram os dois ao mesmo tempo no mesmo cruzamento? Se não, recomendo vivamente que o façam.
De um lado temos ingleses e gente fina de cap & sunglasses a ouvir calmamente as Quatro Estações de Vivaldi e do outro o povo todo de boné & oculinho escuro a bater palmas com os braços abertos e a cantar a Garagem da Vizinha do mestre Quim. A sobreposição destas forças antagónicas é quase harmoniosa: num comboio, a nata da socieadade, e no outro, as borras. É um verdadeiro capuccino social. E a luta de classes, essa, nunca foi tão foleira.

Toma lá desta, Karlinhos.

quarta-feira, abril 18, 2007

E agora?

O Frederico foi para o céu e a Floribella ficou para nos infernizar com mais uma novela. Até a mãe dela, a Nossa Senhora das Árvores, vai voltar.
O arsénio deve saber tão bem e ser tão super mega mega ri-rápido... Vamos juntá-los e fazer um casal feliz, embora?

domingo, abril 08, 2007

Nacionalismo for dummies

O Nacionalismo é uma coisa que as pessoas inventaram para dizer fascismo mas mais moderno.
O Fascismo é uma coisa que as pessoas inventaram para haver um senhor muito bem posto a mandar em toda a gente porque sim.
As pessoas gostam muito de inventar. Mas às vezes inventam um bocado mais do que deviam.
Por isso mesmo apareceu o fascismo, que é quando o senhor bem posto manda bater nas pessoas que pensam demais.

Para mim, Nacionalismo na sociedade contemporânea são duas alíneas em simultâneo.
a) é o que acontece a uma equipa quando passa dos regionais.
b) é isto:

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Passa para cá a massa

David Mota, o filho de Maria das Dores (a alpinista social que imagine-se, alegadamente, mandou matar o marido) roubou 150 mil euros ao pai biológico para gastar em Chanel, Louis Vuitton e Prada.

Há mesmo pessoas sem escrúpulos... onde é que já se viu roubar dinheiro ao próprio pai para poder vestir roupa de luxo? Com tantos bilhetes para jogos do Benfica que 150 mil euros podiam comprar, é no mínimo escandalosa uma acção destas. Tenham vergonha, darlings.

Há coisas das quais eu não preciso


E esta é uma delas.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Ressabiamento 2006

Hoje é o dia dos Namorados.
Hoje gasta-se dinheiro e mandam-se mensagens piegas.
Hoje anda tudo aos beijos na faculdade e cada vez que falo para uma pessoa, falo ao mesmo tempo para outra do sexo oposto.

Pena é não terem inventado o Dia do Peido. Aí sim, eu iae divertir-me à grande.

Os fardos e as barreiras

Compreende-se que a Igreja Católica condene, em princípio, a IVG. Se há uma certa sacralidade no processo da multiplicação da vida, é preciso respeitá-la. Mas condenar a IVG em qualquer circunstância e seja por que motivo for, corresponde a subordinar o homem ao sábado, e não o sábado ao homem. Os padres e bispos que o fazem correm o risco de se parecer demasiado com aqueles de quem Jesus dizia: «Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os aliviar» (Mt.23.4). Em vez de se obcecarem na condenação seria melhor preocuparem-se com a misericórdia.


José Mattoso in Blogo Social Português

Este excerto foi primeiramente transcrito por alguém com mais jeito para isto do que eu.


O que me faz espécie nisto tudo é o facto de a IVG ainda está a milhas de ser considerada seriamente pela instituição mais rica do mundo. E digo seriamente para não incluir argumentos também justos tipo "mas a vida é uma coisa tão fofinha".
Já tive a oportunidade de assistir a uma palestra sobre a ética para as ciências da vida, que foi curiosamente dada por um padre; padre esse que para além de nem sequer tocar na IVG (pelo menos de forma concreta, já que os jogos entre equipas ainda não tinha começado), se dirigiu aos métodos anticoncepcionais como "algumas das barreiras ao curso natural das coisas". E mais, o intrépido anfitrião pregou que existem muitas outras formas de sexo sem fins reprodutivos que a Igreja Católica se sente perfeitamente à vontadede de informar. Nomeadamente, e contem comigo a mão-cheia de alternativas autorizadas: a abstinência masculina, a abstinência feminina, a abstinência conjugal, as sandes mistas e a abstinência pura e dura.

Eu tive que acrescentar as sandes porque senão não era uma mão-cheia. Posso ser estúpido, mas ainda consigo contar até 5.

Quero dizer com isto que a Igreja não é como aqueles homens que fazem parte da metáfora de Jesus, mas sim como aqueles homens que tiram parte do seu sistema reprodutivo. Há que dar crédito, não obstante: arrancar um bocado da nossa anatomia sem mais nem menos deve doer infinitamente mais do que fazer fardos pesados para os outros carregarem. Afinal de contas, o senhor padre acabou o seu discurso deliciando-nos com a sua máxima "cada um tem as suas formas de se satisfazer... eu tenho a minha". E acho que máximas como esta nem precisam de mais comentários.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Dona Sofrida


A dona Sofrida é uma senhora que tem muitos problemas. Alegadamente, custa-lhe muito aturar o barulho das obras porque já sofre da caveça àquase de nascença. A verdade é que a senhora reformou-se por a cabeça e por isso ouvir pessoas a trabalharem na construção civil deixa-a muito perturbada.
Assim, a dona Sofrida explica-nos que decidiu meter-se debaixo do comboio. Mais nada. É que toda a gente sabe como isso pode deixar uma pessoa um bocado mais liberta da sua caveça e dos seus problemas. Coitada da dona Sofrida, a carpideira dos vivos... se não fossem as obras lá ia ela cometer suicídio porque a vizinha não lhe devolveu o sal.

Ela nasceu ali, bolas!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Taco de basquetebol ou lá o que é

O jornalismo deve ser mesmo uma profissão lixada...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Portugal... isn't that spanish for referendums?

Há poucas alturas do ano em que nos unimos em torno de causas comuns. Isto é, não contando o Natal. Nem a Páscoa. E as férias grandes. E os fins-de-semana, vá lá. Bem, mais ou menos unidos, uma das mais lindas causas de união entre os homens é aquela tão natural vontade de nos desancarmos uns aos outros ao pontapé por causa de referendos.
Eu digo referendos porque aparentemente o nosso país facilmente se aborrece se estiver muito tempo sem votar. Verdade seja dia, desde que o Big Brother acabou, a variedade também já não é muita. Hoje em dia já não há Vanessas Flavianas que dizem muitas vezes "prontos" para expulsar de casa e isso ressente-se na sociedade. O mero contribuinte dirige-se às cabines e mete uma cruz para escolher um dos três: o governo, o presidente ou o aborto. Até eu que só exerço o meu dever de cidadão há pouco mais de um ano já me habituei a isto. Honestamente, já chateia.

É por isso que este ano escolho o aborto.

SE ESTÁ A LER ISTO É PORQUE NÃO FOI ABORTADO.
Parabéns. Se consegue ler este texto é porque ou os seus pais não o abortaram ou você ainda não morreu com o bicho da Sida porque decidiu que o preservativo é uma barreira à natureza. De um certo ponto de vista, até o é. Os vírus mortíferos afinal fazem parte da Natureza. Sob o ponto de vista humorístico, José Castelo Branco também.

CONTRIBUIR COM OS MEUS IMPOSTOS PARA FINANCIAR CLÍNICAS DE ABORTO?
É mesmo um horror! E contribuir com os meus impostos para financiar bebedeiras de futebolistas? A Tagus está baratinha, não são precisos grandes salários... mas essa do aborto é que tocou cá no fundo. Bem fundo, lá perto do ponto G.

Ok, ok... estou a ser muito severo, é?

O SIM PELA RESPONSABILIDADE.
Sim, matei um futuro ser humano. Adoro esta responsabilidade. É tão fofa.

MOVIMENTO JOVENS PELO SIM!
Eu sou um jovem pelo sim. Quando estou numa discoteca a mostrar os meus incríveis dotes de sedutor, eu quero ouvir um sim. Mas isso não acontece, e é por isso que surge esta organização: desculpem, movimento dos jovens pelo sim, mas não se importariam de ir à minha faculdade adquirir miúdas giras? Miúdas que, independentemente do que se lhes aparecer à frente, digam sempre sim? Sim, até mesmo a gajos altos, muito magros e com a mania de lançarem piadas forçadas? Por favor, SIM!

Pumba, viram? O outro lado também não perdeu pela demora. Exactamente, o mais engraçado nisto tudo é que temos dois lados. Este lado, o não, e o outro, que é a alternativa. Parece tudo tão fixo e limpinho, não é? Esperem até chegarem os eufemismos... aí vêem que o contrário de não nem é sim nem é o o resto... é aquilo mais ainda.

Vamos lá ver exemplos do que o comum dos leitores poderá pensar e a sua consciência político-social replicar:


1)Sou contra o aborto.
"Ai não digas aborto que soa a morte. E ambos sabemos que se queres ser dos escuteiros não podes falar de morte. Diz antes pró-vida!"
Pronto, pronto, sou pró-vida.

2)Sou a favor do aborto.
"Ai não digas a favor do aborto porque a favor disso não é pessoa alguma e parece mal. Diz antes que és a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas."
Iupi, sou a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas.
"Ai esse nome é muito comprido. Faz como os americanos e vira pró-escolha, que é para não seres contra-vida."
Ai o caraças. Sou pró-escolha.


Agora, caro leitor, reflicta em dois pontos que me parecem essenciais: o primeiro é o facto de a voz da sua consciência político-social começar com um "ai" antes de cada frase. A minha opinião é que isso é um recalcamento qualquer e é melhor consultar um psicanalista. O segundo ponto prende-se com o ser-se contra ou ser-se a favor. Para quê só duas posições se temos aqui tanta terra para semear? Porque não o "Sim, desde que o bebé seja homossexual" ou o "Não, desde que o bebé não vá integrar no suposto Jet Set português"? Urge este tipo de esclarecimento, até porque o que deste país está a precisar é mais um degradé de opiniões acéfalas. Pelo que sei, aquela cena em Lisboa não chega.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Vou gritar-te uma coisa mesmo muito óbvia ao ouvido

Ontem à noite, no telejornal da Sic, constatei alegremente que a escritora portuguesa que mais vezes usa a palavra "imenso" (Margarida Rebelo Pinto) lançou mais uma compilação das suas crónicas.
Até aqui nada de mais: hey, eu não tenho nada contra a literatura light: nem toda a gente gosta de andar sempre a comer pain au chocolat. Às vezes um Bollycao compensa perfeitamente. Já um afiambrado nem por isso... mas este assunto está demasiado conversado e a qualidade ou falta dela na escrita de quem quer que seja, incluindo a minha, não está aqui em causa. É por isso que não me vou calar.

Ora a nova obra da literatura portuguesa chama-se "Vou contar-te um segredo", e apenas este pormenor apela a toda a minha atenção, que é uma coisa que só por si se deixa apelar por quase tudo o que mexe, especialmente títulos de livros em português. Assim, vou agora assumir um tom mais... intelectual. Para entenderem melhor a minha análise por favor imaginem-me com um grande bigode, sentado num sofá do século XIX, com um cachimbo numa mão, um copo de conhaque noutra e um charuto noutra.
Sim, leram bem, visualizem-me com um charuto numa terceira mão. Imaginar-me crítico literário não me impede de me imaginar como super herói mutante com três braços e correspondentemente com três mãos também, pois não? Acho bem. É que assim tenho no total quinze dedos para folhear páginas e páginas de inúmeros livros, para poder perceber melhor as coisas. É inteligência sem intelecto.
Adiante.


Ponto número um: o livro chama-se "Vou contar-te um segredo". É chique a valer, nomeadamente porque nem sequer é original. "Vou contar-te um segredo" resulta da tradução literal de um documentário sobre Madonna, "I'm going to tell you a secret". "Vou contar-te um segredo" é quase como se Margarida Rebelo Pinto começasse a cantar e dançar cheia de coreografias. "Vou contar-te um segredo" não se usa em Portugal, em detrimento do "Óve lá ó nha badalhoca". "Vou contar-te um segredo" parece que é coisa que só os estrangeiros dizem. E meus caros, como todos nós sabemos, tudo o que é estrangeiro é bom. Ainda mais se for traduzido.


Ponto número dois: há um ponto de ruptura no tipo de escrita da autora. Reparem que o sujeito poético parece falar para o leitor na segunda pessoa. Pese embora tratar uma pessoa por tu ser uma piroseira, um horror, o apelo parece ser mais interessante. É que toda a gente sabe que se quiser ser bem tem que tratar tudo e todos na terceira pessoa. O menino, a menina, o senhor do pão, o senhor Alberto, o senhor pénis, por aí. Tutear o possível comprador do livro não só é uma excelente estratégia de marketing como também uma maneira de mostrar ao mundo que se está mais acessível no diálogo. Parabéns.


Ponto número três: "Vou contar-te um segredo"? Que segredo, Margarida Rebelo Pinto? Que o livro tem folhas? Será que já não é super caturreiro apaixonar-se, sei lá, por um estranho e encontrar o amor num lugar insuspeito? Será que os homens afinal já não são todos uns filhos da p*ta nem uns c*br**s do c*r*lh*? E p*rque raio é q*e esto* a usar *steriscos n* meio das p*lavras, h*?


Resumindo, recomendo a leitura desta nova e empolgante obra. Contudo já devem ter a noção dos meus limites e por isso têm que me dar um certo desconto no que toca a recomendações literárias. Afinal de contas eu também recomendo o meu blogue. E já que estou numa de Professor Marcelo, também recomendo a leitura dos panfletos das testemunhas de Jeová, dos anúncios íntimos do Correio da Manhã e do jornal Destak. Ah, e também do título do jornal Sol (aquilo também é só uma palavra). Leiam, leiam, leiam, porque é a ler que a gente aprendemos a esquerevêr.

quarta-feira, novembro 08, 2006

L'état humain

Há quem diga que a minha geração é sobreprotegida e eu começo a concordar, embora relutantemente. Hoje à tarde descobri que no piso mais inferior do hospital de Santa Maria não funcionam as arrecadações do material de limpeza. Conseguem acreditar nisto? Eu fartava-me de ver as senhoras a irem lá abaixo buscar caixas muito grandes, mais nada me ocorria na cabeça. Foi graças à minha colega Carolina Palmela que fiz a extraordinária descoberta:

Eu: "-Olha, não te enganes a descer as escadas, senão ainda vais lá para baixo para as arrecadações dos materiais de limpeza. "
Carolina: "-Hã? Ah, sim limpezas, limpezas..."
Eu: "-Pois... qual é a piada? Não é lá que estão os produtos todos, as vassouras e essas coisas?"
Carolina: "-Não... David, lá em baixo funciona a morgue. O máximo que me pode acontecer ao descer as escadas é ver um morto."
Eu: "-O quê? A morgue? A morgue não funciona no hospital!"
Carolina: "-'Tás-te a passar? Claro que funciona... não me digas que nem sequer sabes o que é aquela chaminé..."
Eu: "-Aquela grande que deita fumo muito preto?"
Carolina: "-Sim..."
Eu: "-Sim, é a chaminé da cantina!"
Carolina: "-A cantina que existe ENTERRADA A 20 METROS DE PROFUNDIDADE?"
Eu: "-Então é o quê?"
Carolina: "-David... é o crematório."
Eu: "-O QUÊ? ELES TÊM UM CREMATÓRIO? Ó MEU DEUS!"
(Até à data ainda não cheguei a saber se a palavra "eles" se referia aos mortos ou à equipa do F. C. Porto.)


O meu mundo desabou. Completa e atrozmente. Ao ouvir estas palavras fiquei tão ou ainda mais atónito do que um deputado recém-eleito ao descobrir que afinal também existem serviços sociais na Assembleia da República.
Não sei o que fazer.
Nem o que pensar.

Será que sou um nadinha inocente demais para a minha condição de ser humano? Será que pertenço a uma geração que não tem bem a noção da presença da morte no quotidiano? Vou investigar e assim que obtiver respostas hei-de gritá-las ao Mundo inteiro. Isto logo assim que descobrir de que raio de gesso especial é que são feitos os ossos das aulas de Anatomia.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Inspiração Perigosa

Nelly Furtado deu uma breve entrevista à MTV Portugal na secção de artista do mês. Para quem não sabe o que é um Nelly Furtado, trata-se de uma cantora luso-canadiana. Isto quer dizer que a senhora em questão a cantar em português é um bocado para o coxa. Mas também não se pode ser bom a tudo, não é?
Ao que parece, Nelly afirma que ganhou a inspiração para o seu mais sexy álbum de sempre a brincar aos Legos com o filho. E eu acredito, ao contrário do que muita gente que colecciona cromos do Bollycao possa pensar.
De facto, acho que a ideia em si é bastante concebível. Quantos de nós não já se sentiram incrivelmente lascivos e sexy ao manusear brinquedos de crianças? Quantos? Exactamente: aqueles de nós que neste momento estão fechados na prisão e que, à medida que escrevo, levam tau tau por comportamento desviante. Mas não deixa de ser um pensamento refrescante. Uma brincadeirinha de criança, diga-se.

Afinal, eu até acho que a boneca da Anita me tem andado a fazer olhinhos ultimamente, aquela oferecida. Ainda vou ter de a mandar para o circo, ou para a quinta, ou para as compras, ou para a escola, ou para sei lá onde ela já andou. Vadia.

domingo, setembro 24, 2006

É pá mas o que é isto, pá?

A amada TVI resolveu neste dia passar um especial Big Brother com os melhores momentos da série que mudou a maneira de se fazer dinheiro em televisão. Esperem, eu disse o melhor? Pois, queria antes dizer... hum, os highlights. O estrangeirismo é sempre a forma mais subtil para mentir, não é?
O incrível neste especial é o facto de ter re-aprendido as mil e uma formas de insultar e humilhar alguém. Tenho a dizer que desejar que uma pessoa seja enviado para a entidade que a pariu, e sendo a profissão dessa senhora apanhar caruma com as costas, não é uma coisa pouco poética. É um quadro vivo.
Aliás, todo o processo de se mandar alguém à merda é um fenómeno que recorre a inúmeros artifícios de linguagem. As maneiras mais devastadoras não são para todos: até para a vilipendiação há elitismos, vistas bem as coisas. Com tanta evolução linguística, tem-se vindo a formar a hipótese da dificuldade de resolver os problemas com os meus inimigos (se é que tenha algum) eficientemente.

É pá, mas um pontapé mesmo no pescoço resolve tudo.
Obrigado, lixo televisivo!

terça-feira, setembro 19, 2006

Digam... AAAARGH!

Mudei de curso. Assim logo de repente porque me deu na real gana (ainda bem que na Internet o tempo só é controlado por mim).
Se a grande ordem cósmica o permitir um dia vou ser médico. Há quem diga que sim, há quem diga que não, há quem ria tanto que faça um bocadinho de chichi pelas calças abaixo. E sim, outras pessoas já me perguntaram qual a especialidade que gostava mais de seguir, e a minha pessoa respondeu o que qualquer outra pessoa de rapaz de 19 anos responderia: "a ginecologia parece ser um ramo interessante".
Mas comecei lentamente a mudar as ideias e já me decidi: ginecologia é boa mas farta, eu quero é ser um médico curandeiro, como o senhor do vídeo. E o que é que uma critaura dessas faz? Fácil: o médico curandeiro é o senhor que cura úrsulas, trabeculoses, hepatitasá... Ora vejam.



Mais alguma dúvida é só telefonar para o sítio onde curam a carne das vacas loucas, que é uma doença muito perigosa. Estou lá em part-time.