quinta-feira, abril 19, 2007

Look honey, it's Emanuel

Eu gosto muito de um conceito que se chama comboios turísticos.

Os comboios turísticos são basicamente tractores muito grandes que em vez de levarem feno, levam burros a baterem palmas. Eu próprio sou um deles, admito-o: no que toca a convívio de todas as idades, eu sou um doidivanas. Sim, há quem prefira desportos radicais como B.A.S.E jumping, wakeboarding, até mesmo surf, mas nada me injecta mais adrenalina na corrente sanguínea do que uma bela viagem num veículo que não dá mais do que 40 quilómetros horários. É devastador. Aliás, ele há coisas neste fenómeno da voltinha turística que são bastante curiosas. Uma delas é o contraste entre, por exemplo, os comboios da Quarteira e de Vilamoura. Já alguma vez encontraram os dois ao mesmo tempo no mesmo cruzamento? Se não, recomendo vivamente que o façam.
De um lado temos ingleses e gente fina de cap & sunglasses a ouvir calmamente as Quatro Estações de Vivaldi e do outro o povo todo de boné & oculinho escuro a bater palmas com os braços abertos e a cantar a Garagem da Vizinha do mestre Quim. A sobreposição destas forças antagónicas é quase harmoniosa: num comboio, a nata da socieadade, e no outro, as borras. É um verdadeiro capuccino social. E a luta de classes, essa, nunca foi tão foleira.

Toma lá desta, Karlinhos.

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