domingo, setembro 26, 2004

EMBORA BAILHAR?!

Se há coisa que me dá mais gosto são aquelas pequenas grandes relíquias do nosso tempo. Não há nada que as consiga substituir. Afinal de contas, o que vão presenciar dentro de breves momentos é, verdadeiramente, uma jóia do mundo moderno...



É melhor não dizer mais nada, não queira eu estragar a "apresentação publicitaria" àquele "autocarro de grande turismo". Nem muito menos arruinar a fantástica "conpanhia" para o divertidíssimo "bailhe" de almoço.
Marcante, definitivamente, marcante.

sexta-feira, setembro 24, 2004

Etnografídeos - Uma potencial subespécie humana?

Todos nós, bem lá no fundo, representamos um bocadinho dos nossos valores gerais, das nossas culturas, das nossas personalidades, dos nossos fetiches... ups, estou a ir longe demais, não estou? Não interessa; o que quero dizer é que no fundo toda a gente que povoa este alegre mundo é, de certa forma, influenciada pelo que há à sua volta. Um homem rodeado de poemas pode tornar-se poeta, e uma mulher rodeada de bombeiros pode tornar-se bombeira. Ok, nem todos são assim; os palhaços, esses, já nascem assim, desgraçados. Nunca gostei de palhaços. Cheiram a couves.
Bem, de qualquer das formas, há seres humanos que têm menos facilidade em transpor cá para fora as suas personalidades, e há outros que simplesmente... pois, exageram. Não que isso seja mau, é claro. Afinal, maneiras de ser diferentes são o que dá toda a música à sociedade. Só que quando se fala em certas pessoas da minha turma... bem, aí tudo o que a sociedade pode fazer é queixar-se de uma valente dor de tímpanos. Ou talvez mesmo dar em doida. Estão a imaginar a sociedade a correr desaustinada pela rua a bater em todos os postes de electricidade? Eu estou. É sinal que acabou de ter um close encounter com...

A Secção Etnográfica da minha Turma!

Arranjei um nome temporário, porque este alegre grupo de jovens adora impingir-nos, todos os dias, com melhor e o pior (e quando digo pior digo o mais horrivelmente imaginável) dos sítios de onde provêm. Não o podem negar.
"Olha, obrigadinho, até parece que tu mesmo vens de uma grande metrópole", é o que poderão estar a pensar neste momento. Pronto é verdade, mas pelo menos não sou eu que, para falar com alguém que esteja ao meu lado, grito num tom que parece que o Mundo vai acabar. Bem, mas isso já se vê lá mais para a frente.

Primeiro, aquela estranha sociedade gosta de se pôr à parte do resto da turma, tanto nos intervalos como em tudo. Começa logo por aí, porque até parece que são assim tão diferentes que não se podem relacionar com o outros. Ora isto força-me a concluir que de certeza há qualquer coisa por detrás disto. Talvez sejam um grupo secreto, tipo uma máfia, só que em vez de vir da Sicília, vem de Fazendas de Almeirim. Muito estranho. Mas, depois de muito pensar, conclui que só posso justificar este facto com a presença de um termo a sério - os Etnografídeos.
Eles falam em código. Estou a falar a sério. Uma coisa é ouvirmos os velhotes cá de região, todos na sua maioria falam com sotaque. Agora o que eu penso é que a Secção Etnográfica, como comunidade aparte da espécie humana, usa essa linguagem como forma de comunicação. É uma observação biológica notável, principalmente quando nos encontramos perto destes espécimes. Por isso, vou agora continuar num tom mais científico. Vejamos exemplos:

1º- Uma pessoa que gosta de ter tudo só para si é ínguista;
2º- Os filhos dos nossos pais são os nossos irmões;
3º- Aquelas coisas a seguir às aulas são os intervais;
4º- Uma exclamação bastante utilizada é pronunciada iátão!;
5º- Uma construção frásica comum é o típico: A gente opois fomos-s'imbora;
6º- Aquele animalzinho que a gente costuma comer no Natal é o pirúm;
7º- Quando prestamos atenção a uma coisa que estamos a ver, estamos a alservar;
8º- Se quisermos impor silêncio, é só exclamar: Tejem calades!

Se os meus amigos observadores se entretiverem através de um simples diálogo com esta tribo, poderão rapidamente concluir que a actividade considerada de maior high-profile dentro da subespécie é, definitivamente, o tuning de carros, e que os adereços mais chics são os típicos fios de ouro com as pulseiras de prata, que muitas vezes ostentam dentes perdidos na infância. Este hábito é reminiscente às primeiras épocas da vida humanam, A única diferença é que em vez de serem caninos de Smilodons são molares com cáries.
De qualquer das formas, a identificação de um Etnografídeo pode ser feita à distância devido ao seu grito de localização: trata-se de tentar manter um diálogo quando os seus interlocutores estão a 400 metros de distância entre si. Para isto, servem-se de amplificadores naturais de voz, expansores já instalados nas cordas vocais, que aumentam o seu berro exponencialmente. Por vezes a comunicação torna-se difícil, devido aos naturais atrasos da propagação das ondas de som no próprio ar. Uma conversa utilizando o grito de localização pode ter por tema as horas da "carreira", ou até mesmo a que horas é a aula de Matemática. "Rais partem o home!" é o final da discussão, caso o tema tenha sido o último mencionado.
Finalmente, esta misteriosa tribo é bastante dada à bisbilhotice e adora falar quando podia estar calada.

Portanto, já repararam que eu escrevi esta tese só mesmo para me vingar de certas e determinadas pessoas (eheheh!). Para terminar, gostaria apenas de transcrever uma frase dedicada a mim, que uma Etnografídea convicta proferiu numa lendária aula de T.L.B. do ano passado:


"Oh Davide... ah, este rapá deve ter batide com a cabeça na
Internete, ô lá o qué aquile! Tá tonte!"


Bater com a cabeça na Internet é positivo. Esta nova subspécie humana é bastante interessante. E fui eu que a identifiquei. O meu nome devia estar num Hall of Fame. Por isso não se esqueçam: se quiserem ser científicos, refiram-se a esta subspécie como:
Homo sapiens ethnographydius, Trinc. 2004

And that, as they say, is that.

terça-feira, setembro 14, 2004

E agora... Magia!

Desde há milhares de anos que a Humanidade tenta resolver várias situações controversas procurando para isso usar e abusar das artes proibidas. Falo-vos de feitiços. Há feitiços de levitação, feitiços de cura, feitiços de ataque, feitiços de feitiço...enfim, muita coisa.
No entanto, neste estranho Universo paralelo da metafísica residem encantamentos tão mortíferos e poderosos que nenhum ser alguma vez os conseguiu compreender. Pelos vistos ninguém mesmo os consegue perceber, porque também não vejo nos jornais que o mistério foi resolvido. É por isso que aqui estou, e em nome da verdade e do conhecimento venho apresentar a minha nova teoria. Vou falar-vos de:

OS PODEROSOS FEITIÇOS DE AMOR DAS REVISTAS DE ADOLESCENTES ILUDIDAS!
Elas andam sedentas de magia e de conhecer rapazes, e estão tão desesperadas que, para chegarem a um encontro, resolvem utilizar técnicas extremamente infalíveis. Ora vamos lá ver um exemplo:



Atenção meninas, que têm que escolher o limão com o vosso coração. Não se lancem assim num qualquer, armadas em lambonas. Evitem isto:
"-Olha aquele limão, vou já fazer o círculo de amor nele ."
Nem pensem, garotas. Tem que ser:
"-Ah, no fim de correr todas as mercearias da cidade, finalmente vejo um refrescante limão que o meu coração me diz para fazer o círculo de amor, e se espetarem lá dois corações de cartolina, para que absorvam o sumo e a magia."
Nem mais. A parte de deixar um limão a dar o seu sumo e magia a dois corações de cartloina durante uma noite é interessante. Para a próxima pego num marcador azul, faço um círculo de amor e espremo o limão. Assim, estou tecnicamente a beber sumo mágico. Até posso ficar com poderes especiais. Já me estou a imaginar como o Fantástico Homem-Citrino.
Ah, e já agora, o limão também é para pôr dentro da carteira ou bolsinha? Deve ficar tudo um bocado pegajoso no fim, mas pronto.
Próximo!



Claro que só com o cheirinho, ficas livre de feitiços. E de falar com pessoas. E, eventualmente, de ver pessoas até. Para toda a vida!! Mas óptimo, aguenta! Pelo menos tens a certeza que o Conde Drácula nunca te atormentará...
Eu cá dispenso pregar um colar de alhos na parede do meu quarto. Acho que um poster da Christina Aguilera fica ligeiramente melhor.



Bem, primeiro que tudo, aquele encantamento já podia ser revisto por alguém que consiga contruir uma coisa que rime.
Depois, devo dizer que é um bocado vontade tua de sujar o quarto andar a borrifar a sola dos sapatos antes de saires de casa. Mesmo que seja com água de pétalas abençoada pela Lua.
É óbvio, no fim de te verem a chegar à escola com um rasto de poças de água atrás de ti, como é que queres que te invejem? A alternativa disto é deixares crescer o buço.



Definitivamente, este sim, é o Rei dos feitiços. Aliás, se os encantamentos fossem música, este era o Fred Astaire.
Tomar banho com um imã? Simplesmente poderoso. Isto quer dizer que, mesmo que não faças a depilação e tenhas mais crateras na cara que as luas de Marte, irás atrair todos os tipos que se aproximarem. Tornar-te-ás num buraco negro de desejos! E tudo graças à água magnética.
Agora vê lá é se um belo dia esqueces-te de onde puseste o íman e ainda o vestes juntamente com as cuecas...


Concluindo, este pode muito bem tornar-se um manual de magia bem poderoso, mas pelo menos descodificado por mim. Tenham mas é cuidado com os encantamentos, que nunca se sabe quando um feitiço se pode virar contra o feiticeiro... e atenção com as cuecas magnéticas!

quinta-feira, setembro 09, 2004

Le passage des tristes, 2ª parte : O Ataque dos Sul Americanos!

No último post vimos a descrição do malfadado Passeio dos Tristes. Por isso hoje quero dar a conhecer ao Mundo uma ameaça global e apresentar mais uma teoria da destruição. Mas antes disso tudo, se ainda não leram a primeira parte, façam-no agora.
Ah, e continuo a achar que pôr o título em francês dá sempre um ar muito mais sui generis. E também porque me apetece. O blog é meu, ora essa.

Então é assim:
Eles vêm do Chile, da Bolívia, do Equador, Peru ou Colômbia, não interessa. As odes aos Andes são a sua especialidade e ao mesmo tempo a sua arma secreta, não se deixem enganar. A sua presença no Passeio dos Tristes tem uma razão: o domínio do planeta. É arriscado dizer isto principalmente porque nunca se sabe se um dia eles irão mesmo concretizar o seu plano e, se apanharem este blog, vou assar na fogueira.
Quem são eles afinal de contas? São aqueles grupos de músicos sul-americanos que se dispõem em rodinhas e tocam os mais variados medleys em pan-pipes. Um favorito é o tema do Titanic.
As pessoas estão muito bem a tomar café quando, aparentemente vindo do nada, eis que se começa a ouvir a música. As pessoas aproximam-se, muitas vezes usando o Andar do Desespero ( ver a 1ª parte!) para se deslocarem, e formam o tal círculo, a Rodinha Hipnotizante. Ali ficam, a olhar seis pessoas a tocar pan pipes e um banjo. É um momento muito poético, sim senhora. E elas gostam muito, principalmente quando um miúdo de sete anos se arma em engraçadinho, cai e estatela a cara no chão, e o gelado que andava a lamber salta cinco metros e aterra mesmo em cima de um par de ténis novos, e o raio da criança desata a chorar num berreiro infernal. Digamos que são momentos muito peculiares.

Mesmo assim, está na hora de apresentar a minha mais recente tese:
Os Sul Americanos Querem Conquistar o
Mundo!
É claro! Ainda não reparam nisso? E eles andam-no a fazer em vários passos!
Primeiro, projectam as Rodinhas Hipnotizantes, onde se põe a tocar as pan pipes. As pessoas no Passeio dos Tristes aproximam-se e ali ficam especadas a ver uma coisa que era suposto ouvirem, e ao mesmo tempo uma senhora vestida "tradicionalmente" vende magníficos CD's da banda em questão. "Tradicionalmente" porque às vezes elas aparacem com top e saia travada da Bershka, mas é tradicional na mesma. De alguma forma o há-de ser.
Os infelizes dos compradores levam o CD para casa e ao ouvirem e verem as bonitas ilustrações da América do Sul, pensam: "- Olha, isto é tão engraçado, havemos de ir lá um dia destes."
E um dia daqueles metem-se num avião e lá vão para os Andes. É lá que segundo a minha investigação, existe uma fábrica de músicos que são clonados e enviados para vários países, entre eles Portugal. Eles transformam as pessoas para ficarem todas iguais umas às outras e seguem várias terapias químicas e biológicas para se tornarem exímias tocadoras de pan pipes. Depois é só decorar e enviar.
É claro que deve estar tudo muito bem escondidinho na cadeia montanhosa, que é para ninguém desconfiar. Afinal, porque é que acham que aquilo é tão grande? Ah pois é.
Eu até já estou a imaginar uma conversa entre dois locais:

Inocente Local:
"- Epá, tanta gente a sair da montanha e a tocar música. Aquilo é o quê?"

Responsável Pela Fábrica:
"- Onde? Eu não vejo nada! Não é nada! Olha para ali! Está ali a Madonna! Olha a Madonna!"

E pronto, a partir daí é só os sul-americanos continuarem a multiplicar-se, e a pouco e pouco, encher o planeta e governá-lo como eles quiserem. Ah, e quem não tem oportunidade de ir aos Andes, vai lá pela imaginação, que o efeito é o mesmo.
Resumindo e concluindo, pode-se dizer que o Passeio dos Tristes, além de servir de habitat para inúmeras espécies, umas raras, outras nem tanto (ainda não me esqueci da sueca dos postais!), é também palco para uma invasão global. É por isso um sítio deveras misterioso e com os seus riscos.
Talvez num futuro próximo a Humanidade consiga compreendê-lo totalmente, ou não...

And that, as they say, is that.

sábado, setembro 04, 2004

Recordação do Pão, Vinho e Companhia

Querem melhor que isto?

Olhem que não é para todos...