Hoje é um dia mítico. É aquele dia em que ninguém sabe muito bem o que fazer, pois todos estamos muito compenetrados na nossa reflexão política. Eu não gosto deste conceito. Verdade seja dita, eu gosto cada vez menos da reflexão política e cada vez mais da reflexão acerca dos fartos e generosos seios de Carmen Electra, por exemplo. Graças a Deus ninguém proíbe a propaganda disso.
Pelo contrário, hoje é supostamente proibido falar de candidatos presidenciais, já que amanã vamos a votos. E a mim até apetecia cumprir isso. Acho que os inúmeros três leitores do meu blogue merecem isso. Por essa razão não digo nomes, nunca me engano e raramente tenho dúvidas. Agora tenho é que deixar o meu ponto de vista.
Se há temas que estão sempre em voga nos artigos de opinião como este são com certeza coisas como religião, economia, um reality show da treta que esteja a passar na TV e política.
De facto, em relação ao (des) governo do nosso belo país, toda a gente tem sempre um ponto de vista para dar. No entanto, e analisando bem as coisas, parece-me que eu sou uma excepção. Digamos apenas que a minha noção de regime político não é grande coisa: desde que aos 8 anos escrevi numa redacção que se podia ganhar as eleições a Rei, especialmente no país das fadas, comecei a desconfiar de alguma coisa que eu achasse muito certa. Feitas bem as contas é melhor não opinar em demasia, a Cautela é amiga da Prudência. E o Prestígio é padrinho da Discrição, que é casada com o irmão da Justiça.
A verdade é que eu adoro a época das campanhas eleitorais, porque as pessoas andam juntinhas com as cores iguais, mandam piropos defendendo o seu partido/candidato e fazem uma chiadeira infernal com os automóveis. Onde é que já vi isto? Ah, no futebol, sim. Mas há qualquer coisa de... não direi diferente, direi mesmo foleiro que caracteriza a altura. E há dois importantes sinais que nos podem indicar que dentro em breve iremos a votos.
O primeiro é que toda a gente nos cafés muda de súbito o estilo da conversa. O que dantes era um simples: “Ó Jéssica Susana, já comestes o pastel?”, agora é mais requintado, muito menos burgesso, algo como: “Jéssica S., o que pensa da alteração sistemática dos objectivos propostos por cada um dos candidatos?” É um fenómeno parecido com pegarem no Ali G. e transformarem-no no Papa.
O segundo indicador é mais óbvio: por tudo o que é estrada de Portugal estão espalhadas resmas de cartazes a mostrar o pretendente à cadeira do poder. Basicamente é uma espécie de Miss Calendário Da Oficina do Zé Tóino, mas com miúdas mais feias.
Realmente, eu não sei como é que os responsáveis pela publicidade das campanhas ainda não se aperceberam que ninguém olha para a foto de um senhor velhinho a vender ideias (com todo o respeito e mais algum que eu tenho em relação aos diversos candidatos). O dia que resolverem pôr a Paris Hilton a expor a sua “generosidade” pelos caminhos da nossa nação, aí sim eu vou às urnas. Não faço a mínima ideia acerca de partido algum, mas nela eu voto de certeza. E nos fartos e generosos seios de Carmen Electra também. Vive la democracie!
Pelo contrário, hoje é supostamente proibido falar de candidatos presidenciais, já que amanã vamos a votos. E a mim até apetecia cumprir isso. Acho que os inúmeros três leitores do meu blogue merecem isso. Por essa razão não digo nomes, nunca me engano e raramente tenho dúvidas. Agora tenho é que deixar o meu ponto de vista.
Se há temas que estão sempre em voga nos artigos de opinião como este são com certeza coisas como religião, economia, um reality show da treta que esteja a passar na TV e política.
De facto, em relação ao (des) governo do nosso belo país, toda a gente tem sempre um ponto de vista para dar. No entanto, e analisando bem as coisas, parece-me que eu sou uma excepção. Digamos apenas que a minha noção de regime político não é grande coisa: desde que aos 8 anos escrevi numa redacção que se podia ganhar as eleições a Rei, especialmente no país das fadas, comecei a desconfiar de alguma coisa que eu achasse muito certa. Feitas bem as contas é melhor não opinar em demasia, a Cautela é amiga da Prudência. E o Prestígio é padrinho da Discrição, que é casada com o irmão da Justiça.
A verdade é que eu adoro a época das campanhas eleitorais, porque as pessoas andam juntinhas com as cores iguais, mandam piropos defendendo o seu partido/candidato e fazem uma chiadeira infernal com os automóveis. Onde é que já vi isto? Ah, no futebol, sim. Mas há qualquer coisa de... não direi diferente, direi mesmo foleiro que caracteriza a altura. E há dois importantes sinais que nos podem indicar que dentro em breve iremos a votos.
O primeiro é que toda a gente nos cafés muda de súbito o estilo da conversa. O que dantes era um simples: “Ó Jéssica Susana, já comestes o pastel?”, agora é mais requintado, muito menos burgesso, algo como: “Jéssica S., o que pensa da alteração sistemática dos objectivos propostos por cada um dos candidatos?” É um fenómeno parecido com pegarem no Ali G. e transformarem-no no Papa.
O segundo indicador é mais óbvio: por tudo o que é estrada de Portugal estão espalhadas resmas de cartazes a mostrar o pretendente à cadeira do poder. Basicamente é uma espécie de Miss Calendário Da Oficina do Zé Tóino, mas com miúdas mais feias.
Realmente, eu não sei como é que os responsáveis pela publicidade das campanhas ainda não se aperceberam que ninguém olha para a foto de um senhor velhinho a vender ideias (com todo o respeito e mais algum que eu tenho em relação aos diversos candidatos). O dia que resolverem pôr a Paris Hilton a expor a sua “generosidade” pelos caminhos da nossa nação, aí sim eu vou às urnas. Não faço a mínima ideia acerca de partido algum, mas nela eu voto de certeza. E nos fartos e generosos seios de Carmen Electra também. Vive la democracie!