segunda-feira, dezembro 17, 2007

E agora a minha única piadola futebolística

Um tapinha não dói... mas tentem dizer isso à mulher do Petit.



Uma mini e um pirezinho de tremoços, alguém?

sexta-feira, outubro 26, 2007

A mudança acontece

É verdade, mudei o nome do meu blogue e com isso aproveitei e mudei o endereço também. Na verdade, estou cansado de ter um blogue chamado Ganda Maluco. Coisas do 11.º ano... arrependo-me de não o ter chamado antes de Cueca Doidona ou Torrada da Bimbi: a intemporalidade do seu nome, pelo menos essa, jamais seria questionada.Cá está. Como é possível ler, este foi um comentário jocoso. Desde há uns tempos para cá que o blogue Ganda Maluco apresentava comentários deste tipo. Até o autor aprender a escrever como um homem.

Ah ah ah. Eu sou bastante engraçado, não sou? Não? Enfim, também não sou original. É por isso que senti a necessidade de variar as coisas um bocadinho mais. Também não? Ora bolas. Mas também se analisarmos a quantidade de blogues armados ao pingarelho humorístico que brotam que nem cogumelos por aí, depressa tiraremos uma preciosa ilação. Este desperdício de espaço cibernético é nada mais nada menos do que mais um cogumelo piadolas. Ou isso ou uma caixa de velocidades bem disposta.

E agora para algo completamente igual.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Vodafone, viva o momento... pussy

Para mais informações, prima a tecla estrela. O que é a tecla estrela? Por acaso acha que sabemos? Nós não somos pagos para pensar porque é que o asterisco agora virou estrelinha. Não temos ar de filósofos. Cardinal é cardinal e estrela é estrela. Aceite a realidade e deixe-se de merdinhas homofóbicas. Para voltar a ouvir esta mensagem, prima a tecla bolinha.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Cenas sem impressão

Tipo, eu acho que há cenas bué de loucas que fazem bué impressão. Eu não curto nada de impressões, um gajo fica todo impressionado e o caraças. Puto, não tens noção, pá, não curto nada de cenas dessas. É bué má onda. Tipo, bute comprar cenas sem impressão. Baza, puto.

domingo, junho 17, 2007

Centésimo

Este é o post número cem.
Já escrevi cem coisas parvas desde que criei este blogue em tempos de liceu, e agora vejo as mil e uma diferenças que me separam dessa altura. Por exemplo, tenho menos borbulhas e uma voz um bocado mais estável, mas não dormi com a Christina Aguilera nem conquistei o Mundo com o meu exército de ninjas treinados. Ainda.

Como vêm, realismo não me falta. E maturidade emocional, essa, posso dar e vender. Então do que estão à espera para me darem o Nobel? Eu quero o Nobel. Agora. Olhem que faço birra e depois não durmo bem.

Mau.

sábado, abril 21, 2007

É que não me tocas (dessa maneira)

Sou contra a violência doméstica em qualquer sentido. Não sou moralista, mas afirmo com toda a convicção que um homem jamais tem o direito de maltratar a sua mulher, nem vice-versa. Contudo, abro uma grande excepção aos casais homossexuais, nomeadamente à relação lésbica.
Aí, sou a favor da violência doméstica. De preferência, a ser transmitida na televisão. Com geleia pelo meio. E a horas decentes, que eu tenho que me levantar cedo todos os dias.

Ai o que eu não gosto de tau tau no feminino.

quinta-feira, abril 19, 2007

Look honey, it's Emanuel

Eu gosto muito de um conceito que se chama comboios turísticos.

Os comboios turísticos são basicamente tractores muito grandes que em vez de levarem feno, levam burros a baterem palmas. Eu próprio sou um deles, admito-o: no que toca a convívio de todas as idades, eu sou um doidivanas. Sim, há quem prefira desportos radicais como B.A.S.E jumping, wakeboarding, até mesmo surf, mas nada me injecta mais adrenalina na corrente sanguínea do que uma bela viagem num veículo que não dá mais do que 40 quilómetros horários. É devastador. Aliás, ele há coisas neste fenómeno da voltinha turística que são bastante curiosas. Uma delas é o contraste entre, por exemplo, os comboios da Quarteira e de Vilamoura. Já alguma vez encontraram os dois ao mesmo tempo no mesmo cruzamento? Se não, recomendo vivamente que o façam.
De um lado temos ingleses e gente fina de cap & sunglasses a ouvir calmamente as Quatro Estações de Vivaldi e do outro o povo todo de boné & oculinho escuro a bater palmas com os braços abertos e a cantar a Garagem da Vizinha do mestre Quim. A sobreposição destas forças antagónicas é quase harmoniosa: num comboio, a nata da socieadade, e no outro, as borras. É um verdadeiro capuccino social. E a luta de classes, essa, nunca foi tão foleira.

Toma lá desta, Karlinhos.

quarta-feira, abril 18, 2007

E agora?

O Frederico foi para o céu e a Floribella ficou para nos infernizar com mais uma novela. Até a mãe dela, a Nossa Senhora das Árvores, vai voltar.
O arsénio deve saber tão bem e ser tão super mega mega ri-rápido... Vamos juntá-los e fazer um casal feliz, embora?

domingo, abril 08, 2007

Nacionalismo for dummies

O Nacionalismo é uma coisa que as pessoas inventaram para dizer fascismo mas mais moderno.
O Fascismo é uma coisa que as pessoas inventaram para haver um senhor muito bem posto a mandar em toda a gente porque sim.
As pessoas gostam muito de inventar. Mas às vezes inventam um bocado mais do que deviam.
Por isso mesmo apareceu o fascismo, que é quando o senhor bem posto manda bater nas pessoas que pensam demais.

Para mim, Nacionalismo na sociedade contemporânea são duas alíneas em simultâneo.
a) é o que acontece a uma equipa quando passa dos regionais.
b) é isto:

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Passa para cá a massa

David Mota, o filho de Maria das Dores (a alpinista social que imagine-se, alegadamente, mandou matar o marido) roubou 150 mil euros ao pai biológico para gastar em Chanel, Louis Vuitton e Prada.

Há mesmo pessoas sem escrúpulos... onde é que já se viu roubar dinheiro ao próprio pai para poder vestir roupa de luxo? Com tantos bilhetes para jogos do Benfica que 150 mil euros podiam comprar, é no mínimo escandalosa uma acção destas. Tenham vergonha, darlings.

Há coisas das quais eu não preciso


E esta é uma delas.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Ressabiamento 2006

Hoje é o dia dos Namorados.
Hoje gasta-se dinheiro e mandam-se mensagens piegas.
Hoje anda tudo aos beijos na faculdade e cada vez que falo para uma pessoa, falo ao mesmo tempo para outra do sexo oposto.

Pena é não terem inventado o Dia do Peido. Aí sim, eu iae divertir-me à grande.

Os fardos e as barreiras

Compreende-se que a Igreja Católica condene, em princípio, a IVG. Se há uma certa sacralidade no processo da multiplicação da vida, é preciso respeitá-la. Mas condenar a IVG em qualquer circunstância e seja por que motivo for, corresponde a subordinar o homem ao sábado, e não o sábado ao homem. Os padres e bispos que o fazem correm o risco de se parecer demasiado com aqueles de quem Jesus dizia: «Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os aliviar» (Mt.23.4). Em vez de se obcecarem na condenação seria melhor preocuparem-se com a misericórdia.


José Mattoso in Blogo Social Português

Este excerto foi primeiramente transcrito por alguém com mais jeito para isto do que eu.


O que me faz espécie nisto tudo é o facto de a IVG ainda está a milhas de ser considerada seriamente pela instituição mais rica do mundo. E digo seriamente para não incluir argumentos também justos tipo "mas a vida é uma coisa tão fofinha".
Já tive a oportunidade de assistir a uma palestra sobre a ética para as ciências da vida, que foi curiosamente dada por um padre; padre esse que para além de nem sequer tocar na IVG (pelo menos de forma concreta, já que os jogos entre equipas ainda não tinha começado), se dirigiu aos métodos anticoncepcionais como "algumas das barreiras ao curso natural das coisas". E mais, o intrépido anfitrião pregou que existem muitas outras formas de sexo sem fins reprodutivos que a Igreja Católica se sente perfeitamente à vontadede de informar. Nomeadamente, e contem comigo a mão-cheia de alternativas autorizadas: a abstinência masculina, a abstinência feminina, a abstinência conjugal, as sandes mistas e a abstinência pura e dura.

Eu tive que acrescentar as sandes porque senão não era uma mão-cheia. Posso ser estúpido, mas ainda consigo contar até 5.

Quero dizer com isto que a Igreja não é como aqueles homens que fazem parte da metáfora de Jesus, mas sim como aqueles homens que tiram parte do seu sistema reprodutivo. Há que dar crédito, não obstante: arrancar um bocado da nossa anatomia sem mais nem menos deve doer infinitamente mais do que fazer fardos pesados para os outros carregarem. Afinal de contas, o senhor padre acabou o seu discurso deliciando-nos com a sua máxima "cada um tem as suas formas de se satisfazer... eu tenho a minha". E acho que máximas como esta nem precisam de mais comentários.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Dona Sofrida


A dona Sofrida é uma senhora que tem muitos problemas. Alegadamente, custa-lhe muito aturar o barulho das obras porque já sofre da caveça àquase de nascença. A verdade é que a senhora reformou-se por a cabeça e por isso ouvir pessoas a trabalharem na construção civil deixa-a muito perturbada.
Assim, a dona Sofrida explica-nos que decidiu meter-se debaixo do comboio. Mais nada. É que toda a gente sabe como isso pode deixar uma pessoa um bocado mais liberta da sua caveça e dos seus problemas. Coitada da dona Sofrida, a carpideira dos vivos... se não fossem as obras lá ia ela cometer suicídio porque a vizinha não lhe devolveu o sal.

Ela nasceu ali, bolas!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Taco de basquetebol ou lá o que é

O jornalismo deve ser mesmo uma profissão lixada...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Portugal... isn't that spanish for referendums?

Há poucas alturas do ano em que nos unimos em torno de causas comuns. Isto é, não contando o Natal. Nem a Páscoa. E as férias grandes. E os fins-de-semana, vá lá. Bem, mais ou menos unidos, uma das mais lindas causas de união entre os homens é aquela tão natural vontade de nos desancarmos uns aos outros ao pontapé por causa de referendos.
Eu digo referendos porque aparentemente o nosso país facilmente se aborrece se estiver muito tempo sem votar. Verdade seja dia, desde que o Big Brother acabou, a variedade também já não é muita. Hoje em dia já não há Vanessas Flavianas que dizem muitas vezes "prontos" para expulsar de casa e isso ressente-se na sociedade. O mero contribuinte dirige-se às cabines e mete uma cruz para escolher um dos três: o governo, o presidente ou o aborto. Até eu que só exerço o meu dever de cidadão há pouco mais de um ano já me habituei a isto. Honestamente, já chateia.

É por isso que este ano escolho o aborto.

SE ESTÁ A LER ISTO É PORQUE NÃO FOI ABORTADO.
Parabéns. Se consegue ler este texto é porque ou os seus pais não o abortaram ou você ainda não morreu com o bicho da Sida porque decidiu que o preservativo é uma barreira à natureza. De um certo ponto de vista, até o é. Os vírus mortíferos afinal fazem parte da Natureza. Sob o ponto de vista humorístico, José Castelo Branco também.

CONTRIBUIR COM OS MEUS IMPOSTOS PARA FINANCIAR CLÍNICAS DE ABORTO?
É mesmo um horror! E contribuir com os meus impostos para financiar bebedeiras de futebolistas? A Tagus está baratinha, não são precisos grandes salários... mas essa do aborto é que tocou cá no fundo. Bem fundo, lá perto do ponto G.

Ok, ok... estou a ser muito severo, é?

O SIM PELA RESPONSABILIDADE.
Sim, matei um futuro ser humano. Adoro esta responsabilidade. É tão fofa.

MOVIMENTO JOVENS PELO SIM!
Eu sou um jovem pelo sim. Quando estou numa discoteca a mostrar os meus incríveis dotes de sedutor, eu quero ouvir um sim. Mas isso não acontece, e é por isso que surge esta organização: desculpem, movimento dos jovens pelo sim, mas não se importariam de ir à minha faculdade adquirir miúdas giras? Miúdas que, independentemente do que se lhes aparecer à frente, digam sempre sim? Sim, até mesmo a gajos altos, muito magros e com a mania de lançarem piadas forçadas? Por favor, SIM!

Pumba, viram? O outro lado também não perdeu pela demora. Exactamente, o mais engraçado nisto tudo é que temos dois lados. Este lado, o não, e o outro, que é a alternativa. Parece tudo tão fixo e limpinho, não é? Esperem até chegarem os eufemismos... aí vêem que o contrário de não nem é sim nem é o o resto... é aquilo mais ainda.

Vamos lá ver exemplos do que o comum dos leitores poderá pensar e a sua consciência político-social replicar:


1)Sou contra o aborto.
"Ai não digas aborto que soa a morte. E ambos sabemos que se queres ser dos escuteiros não podes falar de morte. Diz antes pró-vida!"
Pronto, pronto, sou pró-vida.

2)Sou a favor do aborto.
"Ai não digas a favor do aborto porque a favor disso não é pessoa alguma e parece mal. Diz antes que és a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas."
Iupi, sou a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas.
"Ai esse nome é muito comprido. Faz como os americanos e vira pró-escolha, que é para não seres contra-vida."
Ai o caraças. Sou pró-escolha.


Agora, caro leitor, reflicta em dois pontos que me parecem essenciais: o primeiro é o facto de a voz da sua consciência político-social começar com um "ai" antes de cada frase. A minha opinião é que isso é um recalcamento qualquer e é melhor consultar um psicanalista. O segundo ponto prende-se com o ser-se contra ou ser-se a favor. Para quê só duas posições se temos aqui tanta terra para semear? Porque não o "Sim, desde que o bebé seja homossexual" ou o "Não, desde que o bebé não vá integrar no suposto Jet Set português"? Urge este tipo de esclarecimento, até porque o que deste país está a precisar é mais um degradé de opiniões acéfalas. Pelo que sei, aquela cena em Lisboa não chega.