sábado, janeiro 21, 2006

Eu voto. E você?

Hoje é um dia mítico. É aquele dia em que ninguém sabe muito bem o que fazer, pois todos estamos muito compenetrados na nossa reflexão política. Eu não gosto deste conceito. Verdade seja dita, eu gosto cada vez menos da reflexão política e cada vez mais da reflexão acerca dos fartos e generosos seios de Carmen Electra, por exemplo. Graças a Deus ninguém proíbe a propaganda disso.
Pelo contrário, hoje é supostamente proibido falar de candidatos presidenciais, já que amanã vamos a votos. E a mim até apetecia cumprir isso. Acho que os inúmeros três leitores do meu blogue merecem isso. Por essa razão não digo nomes, nunca me engano e raramente tenho dúvidas. Agora tenho é que deixar o meu ponto de vista.
Se há temas que estão sempre em voga nos artigos de opinião como este são com certeza coisas como religião, economia, um reality show da treta que esteja a passar na TV e política.
De facto, em relação ao (des) governo do nosso belo país, toda a gente tem sempre um ponto de vista para dar. No entanto, e analisando bem as coisas, parece-me que eu sou uma excepção. Digamos apenas que a minha noção de regime político não é grande coisa: desde que aos 8 anos escrevi numa redacção que se podia ganhar as eleições a Rei, especialmente no país das fadas, comecei a desconfiar de alguma coisa que eu achasse muito certa. Feitas bem as contas é melhor não opinar em demasia, a Cautela é amiga da Prudência. E o Prestígio é padrinho da Discrição, que é casada com o irmão da Justiça.
A verdade é que eu adoro a época das campanhas eleitorais, porque as pessoas andam juntinhas com as cores iguais, mandam piropos defendendo o seu partido/candidato e fazem uma chiadeira infernal com os automóveis. Onde é que já vi isto? Ah, no futebol, sim. Mas há qualquer coisa de... não direi diferente, direi mesmo foleiro que caracteriza a altura. E há dois importantes sinais que nos podem indicar que dentro em breve iremos a votos.
O primeiro é que toda a gente nos cafés muda de súbito o estilo da conversa. O que dantes era um simples: “Ó Jéssica Susana, já comestes o pastel?”, agora é mais requintado, muito menos burgesso, algo como: “Jéssica S., o que pensa da alteração sistemática dos objectivos propostos por cada um dos candidatos?” É um fenómeno parecido com pegarem no Ali G. e transformarem-no no Papa.
O segundo indicador é mais óbvio: por tudo o que é estrada de Portugal estão espalhadas resmas de cartazes a mostrar o pretendente à cadeira do poder. Basicamente é uma espécie de Miss Calendário Da Oficina do Zé Tóino, mas com miúdas mais feias.
Realmente, eu não sei como é que os responsáveis pela publicidade das campanhas ainda não se aperceberam que ninguém olha para a foto de um senhor velhinho a vender ideias (com todo o respeito e mais algum que eu tenho em relação aos diversos candidatos). O dia que resolverem pôr a Paris Hilton a expor a sua “generosidade” pelos caminhos da nossa nação, aí sim eu vou às urnas. Não faço a mínima ideia acerca de partido algum, mas nela eu voto de certeza. E nos fartos e generosos seios de Carmen Electra também. Vive la democracie!

2 comentários:

Anónimo disse...

não são só 3 leitores ;) eu tenho passado por cá pra ver se escreveste alguma coisa ou não :p
mais uma vezm, parabéns pelo blog

*Inês Martins (LEMt)

Anónimo disse...

oi. olha eu tb tenh 1 testemunho a dar da gde burocracia portuguesa que está implícitamente ligada à política. Pois bem, eu recenciei-me numa junta de freguesia duma terra atrás do sol posto chamada Fazendas de Almeirim. Mas, cmo tou fora do país claro k tinha de mudar o meu nome nos cadernos eleitorais. Pra isso dirigi-me ao consulado português, resultado: Tinha de mudar primeiro a residência do meu BI e pra isso demora 2 meses pk tem k ser feito em Portugal. Ainda por cima ficava 2 meses no estrangeiro sem qualquer peça de identificação: bizarro.
Axo isto extremamente irritante.
Na minha cabeça spr disse k iria votar a partir da maioridade pois sou mulher e as mulheres sofreram mto pra alcançar o estatuto de eleitoras. mm k n haja candidatos de jeito vota-se em branco. plo menos cumpre-se o dever cívico.
É incrível os obstáculos k colocam numa simples coisa.
Só há 2 palavras pa descrever: Política Portuguesa!

E tu foste votar???

Cocharrinho. Bisous ;)à bientôt!!!!