O mundo está oficialmente louco.
Estamos só à espera que a Manuela Moura Guedes faça o seu veredicto, e pronto, estamos todos burocraticamente aptos para entrar no Júlio de Matos. Sem pré-requisitos nem 95 pontos nas específicas.
De facto, a sociedade ocidental ensandeceu completamente rendida ao jogo que os japoneses já utilizavam para fazer coisas tão variadas como brincar, passar o tempo, competir, aprender, contar, ler O Prenúncio das Águas de Rosa Lobato Faria, pintar as unhas e fazerem-se às miúdas. Falo do jogo que que pôs toda a gente a duvidar da sua capacidade de conhecer os números até ao nove, o Su Doku.
O Su Doku é um jogo que remonta ao século XVII, quando um tipo armado em esperto se lembrou de inventar uma coisa do género, baseada no posicionamento de soldados de diferentes infantarias. Como é óbvio, isto soa incrivelmente a sexualidade retraída, já que para um homem que imagina uma coisa destas, ele não devia ter acesso fácil a mulheres nem a ovelhas.
Nos anos 70 saiu num jornal nos Estados Unidos um conjunto de exercícios parecidos, mas como aí as pessoas provavelmente já tinham acesso fácil a mulheres e a ovelhas, não esquecendo os frascos de pickles, também não pegou muito.
Agora no Japão as coisas deviam ser diferentes. Com todas aquelas regras e disciplina, mulheres, ovelhas e frascos de pickles já estavam a uma distância considerável. E isso com certeza favoreceu a proliferação do Su Doku, que na língua do país do sol nascente significa qualquer coisa como "único número" ou "única contagem". E já agora, gostava também de informar metade deste país que Su Doku não tem muito a ver com Son Goku, já que este último era um super-guerreiro do espaço e o primeiro um super-guerreiro da última página do jornal O Público. E aquilo hoje em dia ganhou bastante terreno. Tanto que até eu sou mais uma vítima desse vício terrível.
Sim, eu e o Su Doku temos uma relação entre os ambos tal como o Jim Morrisson tinha com as drogas. Ácidos, haxe, coca, vão-se embora, que isto é muito mais viciante.
O que eu tenho vindo a pensar é numa série de ideias que possam diversificar este incrível passatempo. Um bom exemplo seria a de pôr grelhas de Su Doku no papel higiénico, mas daquelas fáceis, porque também não se pode gastar assim tanto tempo a dar cabo da mioleira. No fim, era só usar para o seu fim óbvio e deitar pela sanita fora.
Pensem bem nisto, porque até tem a sua parte poética. Estarmos mais de meia hora feitos parvos a colocar números para no fim os limparmos de forma veemente ao rabiosque e puxarmos o autoclismo é juntar duas formas de trabalho: o primeiro é trabalho de pensar e o segundo é trabalho de obrar.
O que é ainda de referir é a quantidade de diferentes Su Dokus que agora existem. Vamos a exemplos, uns mais prováveis que outros:
Su Doku Clássico
Su Doku Colorido
Su Doku Mini
Su Doku Mais
Su Doku Menos
Su Doku Mais ou Menos
Su Doku Assim Para O Coiso
Su Doku Sopa da Pedra
Su Doku Samurai
Su Doku Ninja
Su Doku Star Wars
Su Doku Sousa Gomes
Su Doku Expert
Su Doku Fácil
Su Doku Intermédio
Su Doku Entrecosto
Su Doku Big Mac (©)
Agora, ideias ilustradas! E não, eu não recebi isto por e-mail, fui eu que fiz. Aliás, nota-se pela qualidade. Eu nasci para o webdesign.
Su Doku para Loiras (Em qualquer espaço pseudo-humorístico, tem que haver sempre este velho cliché):

Su Doku para Revoltados Contra A Sociedade:

Su Doku para Obcessivos:

Sudoku para Pré-universitários (Obcessivos)

Su Doku para Cromos Da Bola:

Su Doku para Quem Quer Subir De Escalão Social À Força Toda:

Su Doku para Quem Tem A Mania Que Tem Que Ser Diferente:

Su Doku para Filosóficos:

Já têm as ideias, não têm? Agora é só pô-las em prática. Pelo menos devem ser mais interessantes do que, vamos lá ver, observar bichos-da-seda a comerem folhas de amoreira.
D'virtem-se!
Estamos só à espera que a Manuela Moura Guedes faça o seu veredicto, e pronto, estamos todos burocraticamente aptos para entrar no Júlio de Matos. Sem pré-requisitos nem 95 pontos nas específicas.
De facto, a sociedade ocidental ensandeceu completamente rendida ao jogo que os japoneses já utilizavam para fazer coisas tão variadas como brincar, passar o tempo, competir, aprender, contar, ler O Prenúncio das Águas de Rosa Lobato Faria, pintar as unhas e fazerem-se às miúdas. Falo do jogo que que pôs toda a gente a duvidar da sua capacidade de conhecer os números até ao nove, o Su Doku.
O Su Doku é um jogo que remonta ao século XVII, quando um tipo armado em esperto se lembrou de inventar uma coisa do género, baseada no posicionamento de soldados de diferentes infantarias. Como é óbvio, isto soa incrivelmente a sexualidade retraída, já que para um homem que imagina uma coisa destas, ele não devia ter acesso fácil a mulheres nem a ovelhas.
Nos anos 70 saiu num jornal nos Estados Unidos um conjunto de exercícios parecidos, mas como aí as pessoas provavelmente já tinham acesso fácil a mulheres e a ovelhas, não esquecendo os frascos de pickles, também não pegou muito.
Agora no Japão as coisas deviam ser diferentes. Com todas aquelas regras e disciplina, mulheres, ovelhas e frascos de pickles já estavam a uma distância considerável. E isso com certeza favoreceu a proliferação do Su Doku, que na língua do país do sol nascente significa qualquer coisa como "único número" ou "única contagem". E já agora, gostava também de informar metade deste país que Su Doku não tem muito a ver com Son Goku, já que este último era um super-guerreiro do espaço e o primeiro um super-guerreiro da última página do jornal O Público. E aquilo hoje em dia ganhou bastante terreno. Tanto que até eu sou mais uma vítima desse vício terrível.
Sim, eu e o Su Doku temos uma relação entre os ambos tal como o Jim Morrisson tinha com as drogas. Ácidos, haxe, coca, vão-se embora, que isto é muito mais viciante.
O que eu tenho vindo a pensar é numa série de ideias que possam diversificar este incrível passatempo. Um bom exemplo seria a de pôr grelhas de Su Doku no papel higiénico, mas daquelas fáceis, porque também não se pode gastar assim tanto tempo a dar cabo da mioleira. No fim, era só usar para o seu fim óbvio e deitar pela sanita fora.
Pensem bem nisto, porque até tem a sua parte poética. Estarmos mais de meia hora feitos parvos a colocar números para no fim os limparmos de forma veemente ao rabiosque e puxarmos o autoclismo é juntar duas formas de trabalho: o primeiro é trabalho de pensar e o segundo é trabalho de obrar.
O que é ainda de referir é a quantidade de diferentes Su Dokus que agora existem. Vamos a exemplos, uns mais prováveis que outros:
Su Doku Clássico
Su Doku Colorido
Su Doku Mini
Su Doku Mais
Su Doku Menos
Su Doku Mais ou Menos
Su Doku Assim Para O Coiso
Su Doku Sopa da Pedra
Su Doku Samurai
Su Doku Ninja
Su Doku Star Wars
Su Doku Sousa Gomes
Su Doku Expert
Su Doku Fácil
Su Doku Intermédio
Su Doku Entrecosto
Su Doku Big Mac (©)
Agora, ideias ilustradas! E não, eu não recebi isto por e-mail, fui eu que fiz. Aliás, nota-se pela qualidade. Eu nasci para o webdesign.
Su Doku para Loiras (Em qualquer espaço pseudo-humorístico, tem que haver sempre este velho cliché):
Su Doku para Revoltados Contra A Sociedade:
Su Doku para Obcessivos:
Sudoku para Pré-universitários (Obcessivos)
Su Doku para Cromos Da Bola:
Su Doku para Quem Quer Subir De Escalão Social À Força Toda:
Su Doku para Quem Tem A Mania Que Tem Que Ser Diferente:
Su Doku para Filosóficos:
Já têm as ideias, não têm? Agora é só pô-las em prática. Pelo menos devem ser mais interessantes do que, vamos lá ver, observar bichos-da-seda a comerem folhas de amoreira.
D'virtem-se!