Certa manhã, quando Tiago André acordou de um sonho inquietante, deu consigo metamorfoseado num monstruoso beto surfista. Estava deitado de costas, e ao tentar mexer o corpo constatou, horrorizado, que tinha queimaduras solares de terceiro grau por toda a pele e um fato de mergulho colado na virilha. Levou as mãos à cabeça e sentiu o cabelo abespinhado. Olhou à sua esquerda para o vidro da janela, viu que o seu cabelo normalmente moreno e bem cuidado estava agora louro-amarelado e com um corte algo efeminado. Entrou em pânico.
"O que é que me aconteceu?", pensou. Não era um sonho. O seu quarto, dantes original e de bom gosto, estava agora cheio de posters do Jack Johnson da Bravo e cartazes em jeito de tributo a tudo o que eram derivados de imitações de Bob Marley. À sua frente encontrava-se uma longboard roubada sabe lá Deus onde, com florzinhas havaianas a enfeitar. Olhou à sua direita, para a mesa de cabeceira e viu o seu bilhete de identidade. Não conseguiu ler bem, contudo Tiago André teve o horrível pressentimento de que já não se chamava Tiago André mas sim Tiago Maria. Agora já podia ser escuteiro também. Soltou um grito, desesperado, e por fim tentou acalmar-se. A sua família não o podia ver assim. Assim que os seus pais olhassem para a parede pintada com uma folha de Cannabis sativa com a legenda Legalize, sabendo bem que Tiago André, agora Tiago Maria, não passava de um tosco que se queria armar em fixe, iriam ficar boquiabertos. E assim que reparassem no seu novo estilo, iriam deixar de o tratar como um ser humano e passar a discriminá-lo pelo cordeiro portuguesinho que se havia tornado.
Tinha conseguido converter-se numa cópia maricas de si mesmo. Estava condenado.
Tiago Maria decidiu então saltar pela janela e enfiar-se no casting mais próximo para os Morangos com Açúcar. De entre os trágicos finais possíveis, este seria de todos o mais justo.
"O que é que me aconteceu?", pensou. Não era um sonho. O seu quarto, dantes original e de bom gosto, estava agora cheio de posters do Jack Johnson da Bravo e cartazes em jeito de tributo a tudo o que eram derivados de imitações de Bob Marley. À sua frente encontrava-se uma longboard roubada sabe lá Deus onde, com florzinhas havaianas a enfeitar. Olhou à sua direita, para a mesa de cabeceira e viu o seu bilhete de identidade. Não conseguiu ler bem, contudo Tiago André teve o horrível pressentimento de que já não se chamava Tiago André mas sim Tiago Maria. Agora já podia ser escuteiro também. Soltou um grito, desesperado, e por fim tentou acalmar-se. A sua família não o podia ver assim. Assim que os seus pais olhassem para a parede pintada com uma folha de Cannabis sativa com a legenda Legalize, sabendo bem que Tiago André, agora Tiago Maria, não passava de um tosco que se queria armar em fixe, iriam ficar boquiabertos. E assim que reparassem no seu novo estilo, iriam deixar de o tratar como um ser humano e passar a discriminá-lo pelo cordeiro portuguesinho que se havia tornado.
Tinha conseguido converter-se numa cópia maricas de si mesmo. Estava condenado.
Tiago Maria decidiu então saltar pela janela e enfiar-se no casting mais próximo para os Morangos com Açúcar. De entre os trágicos finais possíveis, este seria de todos o mais justo.
1 comentário:
dat's sc4ry
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