sexta-feira, janeiro 27, 2006

The sick, talking lady on my bus way home

There's a sick, talking lady
On my bus way home.
She's looking kind of shady,
Like a very drunk gnome.

And she's breathing on my neck.
What the heck, what the heck?

Her throat is totally sore
But that sure is no stopper.
I've never seen it before,
Her mind has gone popper.

And she's coughing on my neck.
What the heck, what the heck?

She doesn't stop complaining
She says she's getting old
She says she's really sick
'Cause she's got this winter cold

And she's sneezing on my neck.
What the heck, what the heck?

We got stuck in a traffic jam,
I suffered for the longest one hour.
I just don't know who I am!
I feel my brain is going to sour.

And she's burping on my neck.
What the heck, what the heck?

As you can imagine, I got a new episode
Regarding public transportation.
This kind of stuff is not meant to bode
Well on my stupid reputation.

She was driving me crazy
Her head I wanted to pluck
So I turned around to her and said:
"Lady, WHAT THE F***?"

I am just too embarrassed to write what I experienced today in portuguese. However, before I finish this I feel that I need to write something in my mother tongue.
At least something original.
Obstipação.
There you go.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Carnival Sádico

Escrevi este post com o intuito de, pela primeira vez, poder utilizar esta expressão numa opinião moderadamente estúpida.

Carnival Sádico.

Veio-me mesmo agora à cabeça e espero que nunca mais saia. Este é o termo que define com exactidão a mistura entre uma manifestação gay e um filme de Joaquim César Monteiro. É no mínimo estonteante.

sábado, janeiro 21, 2006

Eu voto. E você?

Hoje é um dia mítico. É aquele dia em que ninguém sabe muito bem o que fazer, pois todos estamos muito compenetrados na nossa reflexão política. Eu não gosto deste conceito. Verdade seja dita, eu gosto cada vez menos da reflexão política e cada vez mais da reflexão acerca dos fartos e generosos seios de Carmen Electra, por exemplo. Graças a Deus ninguém proíbe a propaganda disso.
Pelo contrário, hoje é supostamente proibido falar de candidatos presidenciais, já que amanã vamos a votos. E a mim até apetecia cumprir isso. Acho que os inúmeros três leitores do meu blogue merecem isso. Por essa razão não digo nomes, nunca me engano e raramente tenho dúvidas. Agora tenho é que deixar o meu ponto de vista.
Se há temas que estão sempre em voga nos artigos de opinião como este são com certeza coisas como religião, economia, um reality show da treta que esteja a passar na TV e política.
De facto, em relação ao (des) governo do nosso belo país, toda a gente tem sempre um ponto de vista para dar. No entanto, e analisando bem as coisas, parece-me que eu sou uma excepção. Digamos apenas que a minha noção de regime político não é grande coisa: desde que aos 8 anos escrevi numa redacção que se podia ganhar as eleições a Rei, especialmente no país das fadas, comecei a desconfiar de alguma coisa que eu achasse muito certa. Feitas bem as contas é melhor não opinar em demasia, a Cautela é amiga da Prudência. E o Prestígio é padrinho da Discrição, que é casada com o irmão da Justiça.
A verdade é que eu adoro a época das campanhas eleitorais, porque as pessoas andam juntinhas com as cores iguais, mandam piropos defendendo o seu partido/candidato e fazem uma chiadeira infernal com os automóveis. Onde é que já vi isto? Ah, no futebol, sim. Mas há qualquer coisa de... não direi diferente, direi mesmo foleiro que caracteriza a altura. E há dois importantes sinais que nos podem indicar que dentro em breve iremos a votos.
O primeiro é que toda a gente nos cafés muda de súbito o estilo da conversa. O que dantes era um simples: “Ó Jéssica Susana, já comestes o pastel?”, agora é mais requintado, muito menos burgesso, algo como: “Jéssica S., o que pensa da alteração sistemática dos objectivos propostos por cada um dos candidatos?” É um fenómeno parecido com pegarem no Ali G. e transformarem-no no Papa.
O segundo indicador é mais óbvio: por tudo o que é estrada de Portugal estão espalhadas resmas de cartazes a mostrar o pretendente à cadeira do poder. Basicamente é uma espécie de Miss Calendário Da Oficina do Zé Tóino, mas com miúdas mais feias.
Realmente, eu não sei como é que os responsáveis pela publicidade das campanhas ainda não se aperceberam que ninguém olha para a foto de um senhor velhinho a vender ideias (com todo o respeito e mais algum que eu tenho em relação aos diversos candidatos). O dia que resolverem pôr a Paris Hilton a expor a sua “generosidade” pelos caminhos da nossa nação, aí sim eu vou às urnas. Não faço a mínima ideia acerca de partido algum, mas nela eu voto de certeza. E nos fartos e generosos seios de Carmen Electra também. Vive la democracie!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Onde é que a gente íamos?

É um facto consumado: ando sem ideias. Mesmo assim, nas minhas últimas e muito pouco interessantes divagações, facilmente constatei que todo um revolucionário fenómeno intelectual começa a insurgir na nossa terrinha à beira-mar plantada.
Lembram-se da estética pela anti-estética? Não? Quero dizer, eu lembro, foi uma expressão extremamente poética que um professor meu uma vez utilizou para dizer muito elegantemente que o meu trabalho de grupo estava uma porcaria. Uma porcaria muito grande.

O que acontece é o mesmo que se passou com a estética pela anti-estética. Aliás, é muito mais científico do que isso, não fosse eu um homem dedicado a essa área.
Tal como a matéria (protões positivos, electrões negativos) tem como oposição a anti-matéria (protões negativos, electrões positivos), a intelectualidade (cérebro cheio de coisas etéreas) começa a ter a anti-intelectualidade (cérebro cheio de coisas que saem no 24 Horas). Um dos expoentes máximos deste novo movimento é, na minha humilde opinião, esse grupo de grandes comentadoras e analistas socio-políticas que são as senhoras que aparecem no programa do Manuel Luís Goucha, numa rubrica denominada Conversas de Quintal. Senão vejamos:

Todas elas são anafadinhas, sinal de que não devem fazer muito pela vida.
Todas elas dizem portantos.
Não raramente enunciam certas e determinadas coisas, chave essencial para se manter um diálogo que se queira pseudo-anti-intelectualóide.
Já disse que elas dizem portantos?
Do Lat. quintu, num. ord., o que numa série de cinco ocupa o último lugar; s. m., cada uma das cinco partes iguais em que se dividiu um todo; barril que é a quinta parte da pipa;
Aquilo é um arraial da palavra portantos. É quase sinistro.

Com tudo isto e muito mais que não me apetece escrever facilmente concluo que, prontos, a anti-intelectualidade não só existe como prolifera no nosso serviço público.


Como nós não soubéssemos já disso.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Intelectualidade VII

Hoje aconteceu-me algo de tão perfeito que mais adjectivos seriam absolutamente desnecessários.
Ia eu todo contente estrada fora pelo Monte de Caparica quando ouvi uma explosão: a mala que transportava (daquelas com rodinhas atrás) ficou de súbito sem fecho.
De acordo com todas aquelas regras particularmente desinteressantes da Física Clássica, começaram a sair, ou melhor, a jorrar os conteúdos da minha bagagem. O meu centro de reflexão neste post não é o porquê desse acontecimento mas sim o que saiu. Escrevi então algo mais elaborado a caminho de casa:

Hoje andava bem pelo Serrado
Com a mala bem aviada
Dei-lhe um guinete apertado
Saltou tudo de lambada

E eu chorei a minha alma pelo que caiu

Porque poderiam ter sido camisas bem dobradinhas
Porque poderiam ter sido t-shirts mais fashion
Porque poderiam ter sido até os meus cadernos
Mas não foram

Não foram coisas chiques
Foram coisas corriqueiras
mais propriamente BMT

Boxers
Meias
Tupperwares
Muitos tupperwares
que encheram a estrada nacional

Fez-se poesia.