Resolvi começar a escrever, depois de tanta (infeliz) experiência própria, um manual da ajuda para todo o pessoal que por aí anda; em especial aquele pessoal que que é muito chalaceiro, e ainda mais em especial aquele pessoal que acha que o futsal é, sem sombra de dúvida, o desporto mais completo e com mais fair-play. Esses serão os meus leitores-alvo para esta teoria.
Isto de ter leitores-alvo é algo embaraçante, quando só cerca de 2 pessoas (a contar comigo) lêem o meu blogue: a outra pessoa é a que no próprio dia teve o azar de se encontrar com a minha pessoa, levar um amasso, e finalmente ler aqui algumas coisas. Ah, e já agora, nenhuma delas se encaixa neste grupo: as pessoas a quem eu falo nem sequer têm pachorra para ler isto, logo este é definitivamente um artigo com uma variante algo "metafísica pela anti-metafísica". O meu blogue está a subir de nível intelectual, upa upa.
Continuando...
Meus leitores-alvo e não-alvo, que melhor maneira de entreter um serão aborrecido a ver o "Preço Certo em Euros", do que um conjunto de concisas e bem apimentadas piadas fáceis?
A piada fácil (piadis facilis) ou piada seca (piadis secus) é um conceito que já predomina desde o começo da História da Humanidade. Muito provavelmente, começou a ficar uma coisa popular quando o então imperador romano, Caio Júlio César, se lembrou de contar uma história jocosa entre um escravo e um elefante a dançarem num vomitorium. A resposta não se demorou, e aliás, é por isso mesmo que conhecemos César como o imperador morto à traição com uma faca espetadinha no meio das costas.
Contudo, a grande expansão da piada fácil é devida ao exponencial desenvolvimento humano durante o século XX, que facilitou também o surgimento de pseudo-elitistas que tinham a mania de inventar “piadas difíceis”, adoptando este neologismo ainda considerado incorrecto. Esta distinção, cujos limites confesso desconhecer em exactidão, muito provavelmente deu-se quando se começaram a fazer piadas sobre supositórios (grandioso tema de piadas fáceis) e sobre o livro “Memorial do Convento”, de José Saramago (grandioso tema de piadas difíceis).
Qualquer piada seca divide-se em quatro partes, ou momentos discursivos, lógicos:
1º- O tradicional “Oiçam lá esta!";
2º- A explicação propriamente dita;
3º- O riso forçado por parte do narrador, normalmente uma gargalhada vaga tipo “AHAH!”;
E finalmente, o momento discursivo crucial, que marca só por si o centro de toda a piada fácil. Sim, meus senhores, é o memorável
4º- Silêncio Avassalador.
A parte mais importante, ou melhor, o objectivo da piada fácil é o silêncio avassalador. Não há momento triste que não presencie um, e maneiras de lá chegar não faltam.
Meus leitores-alvo e não-alvo, que melhor maneira de entreter um serão aborrecido a ver o "Preço Certo em Euros", do que um conjunto de concisas e bem apimentadas piadas fáceis?
A piada fácil (piadis facilis) ou piada seca (piadis secus) é um conceito que já predomina desde o começo da História da Humanidade. Muito provavelmente, começou a ficar uma coisa popular quando o então imperador romano, Caio Júlio César, se lembrou de contar uma história jocosa entre um escravo e um elefante a dançarem num vomitorium. A resposta não se demorou, e aliás, é por isso mesmo que conhecemos César como o imperador morto à traição com uma faca espetadinha no meio das costas.
Contudo, a grande expansão da piada fácil é devida ao exponencial desenvolvimento humano durante o século XX, que facilitou também o surgimento de pseudo-elitistas que tinham a mania de inventar “piadas difíceis”, adoptando este neologismo ainda considerado incorrecto. Esta distinção, cujos limites confesso desconhecer em exactidão, muito provavelmente deu-se quando se começaram a fazer piadas sobre supositórios (grandioso tema de piadas fáceis) e sobre o livro “Memorial do Convento”, de José Saramago (grandioso tema de piadas difíceis).
Qualquer piada seca divide-se em quatro partes, ou momentos discursivos, lógicos:
1º- O tradicional “Oiçam lá esta!";
2º- A explicação propriamente dita;
3º- O riso forçado por parte do narrador, normalmente uma gargalhada vaga tipo “AHAH!”;
E finalmente, o momento discursivo crucial, que marca só por si o centro de toda a piada fácil. Sim, meus senhores, é o memorável
4º- Silêncio Avassalador.
A parte mais importante, ou melhor, o objectivo da piada fácil é o silêncio avassalador. Não há momento triste que não presencie um, e maneiras de lá chegar não faltam.
Para rematar a minha tese, gostaria de finalmente aqui deixar alguns exemplos de piadas fáceis, que poderão ser extremamente úteis para a próxima vez que quiserem igualar a vossa qualidade humorística à dos “Malucos do Riso”.
Devirtem-se!
O médico diz para o paciente: “Então ó meu amigo, o que é que lhe dói?”
Diz o paciente. “Ó s’outor, nada!”
Ao que responde o médico: “Nada?! Ah, quem nada não se afoga!”
“Como é que se chama um gato?”
“Não se chama, chamam-no!”
“Quanto é que é uma lâmpada mais outra?”
“Duas!”
“Não, uma iluminação dupla!”
Um homem vai ao talho e pergunta:
“Desculpa, tem orelha de porco?”
Ao que o homem do talho responde: “Não, você é que parece ter, com esse brinco gay!”
“O que é que um peixe diz para o outro?”
“Estou apeixonado por ti!”
Ok, chega de suplício, ou ainda tenho que pagar uma indemnização ao Blogger por violar um espaço cibernético com comentários desrespeitadores e profundamente perturbantes.
Devirtem-se!
O médico diz para o paciente: “Então ó meu amigo, o que é que lhe dói?”
Diz o paciente. “Ó s’outor, nada!”
Ao que responde o médico: “Nada?! Ah, quem nada não se afoga!”
“Como é que se chama um gato?”
“Não se chama, chamam-no!”
“Quanto é que é uma lâmpada mais outra?”
“Duas!”
“Não, uma iluminação dupla!”
Um homem vai ao talho e pergunta:
“Desculpa, tem orelha de porco?”
Ao que o homem do talho responde: “Não, você é que parece ter, com esse brinco gay!”
“O que é que um peixe diz para o outro?”
“Estou apeixonado por ti!”
Ok, chega de suplício, ou ainda tenho que pagar uma indemnização ao Blogger por violar um espaço cibernético com comentários desrespeitadores e profundamente perturbantes.
Mesmo assim, atrevo-me a acabar de vez (ou para dizer em inglês, que é mais coiso e tal, to go out with a bang) com esta jóia de piada fácil, sugerida pelo meu professor de Biologia:
"Qual a semelhança entre uma bola de basquetebol e um tijolo?"
"Ambos saltam, excepto o tijolo."
Esta sim, criou um silêncio avassalador, não criou? Mission Accomplished.
Eu já mandei a minha piada fácil hoje! E você?