Há mesmo pessoas sem escrúpulos... onde é que já se viu roubar dinheiro ao próprio pai para poder vestir roupa de luxo? Com tantos bilhetes para jogos do Benfica que 150 mil euros podiam comprar, é no mínimo escandalosa uma acção destas. Tenham vergonha, darlings.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Passa para cá a massa
Há mesmo pessoas sem escrúpulos... onde é que já se viu roubar dinheiro ao próprio pai para poder vestir roupa de luxo? Com tantos bilhetes para jogos do Benfica que 150 mil euros podiam comprar, é no mínimo escandalosa uma acção destas. Tenham vergonha, darlings.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Ressabiamento 2006
Hoje gasta-se dinheiro e mandam-se mensagens piegas.
Hoje anda tudo aos beijos na faculdade e cada vez que falo para uma pessoa, falo ao mesmo tempo para outra do sexo oposto.
Pena é não terem inventado o Dia do Peido. Aí sim, eu iae divertir-me à grande.
Os fardos e as barreiras
Compreende-se que a Igreja Católica condene, em princípio, a IVG. Se há uma certa sacralidade no processo da multiplicação da vida, é preciso respeitá-la. Mas condenar a IVG em qualquer circunstância e seja por que motivo for, corresponde a subordinar o homem ao sábado, e não o sábado ao homem. Os padres e bispos que o fazem correm o risco de se parecer demasiado com aqueles de quem Jesus dizia: «Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os aliviar» (Mt.23.4). Em vez de se obcecarem na condenação seria melhor preocuparem-se com a misericórdia.
José Mattoso in Blogo Social Português
Este excerto foi primeiramente transcrito por alguém com mais jeito para isto do que eu.
O que me faz espécie nisto tudo é o facto de a IVG ainda está a milhas de ser considerada seriamente pela instituição mais rica do mundo. E digo seriamente para não incluir argumentos também justos tipo "mas a vida é uma coisa tão fofinha".
Já tive a oportunidade de assistir a uma palestra sobre a ética para as ciências da vida, que foi curiosamente dada por um padre; padre esse que para além de nem sequer tocar na IVG (pelo menos de forma concreta, já que os jogos entre equipas ainda não tinha começado), se dirigiu aos métodos anticoncepcionais como "algumas das barreiras ao curso natural das coisas". E mais, o intrépido anfitrião pregou que existem muitas outras formas de sexo sem fins reprodutivos que a Igreja Católica se sente perfeitamente à vontadede de informar. Nomeadamente, e contem comigo a mão-cheia de alternativas autorizadas: a abstinência masculina, a abstinência feminina, a abstinência conjugal, as sandes mistas e a abstinência pura e dura.
Eu tive que acrescentar as sandes porque senão não era uma mão-cheia. Posso ser estúpido, mas ainda consigo contar até 5.
Quero dizer com isto que a Igreja não é como aqueles homens que fazem parte da metáfora de Jesus, mas sim como aqueles homens que tiram parte do seu sistema reprodutivo. Há que dar crédito, não obstante: arrancar um bocado da nossa anatomia sem mais nem menos deve doer infinitamente mais do que fazer fardos pesados para os outros carregarem. Afinal de contas, o senhor padre acabou o seu discurso deliciando-nos com a sua máxima "cada um tem as suas formas de se satisfazer... eu tenho a minha". E acho que máximas como esta nem precisam de mais comentários.